Médicos fazem assembleia para discutir crise financeira na Santa Casa de Cachoeiro
Médicos fazem assembleia para discutir crise financeira na Santa Casa de Cachoeiro
Folha Vitória|Do R7

Foto: Alissandra Mendes
A situação financeira da Santa Casa de Cachoeiro foi tema do debate da assembleia, realizada na tarde desta sexta-feira (28), pelo corpo clínico do hospital. O Ministério Público do Espírito Santo (MPES), Conselho Regional de Medicina (CRM), Associação dos Médicos do Espírito Santo (Ames), Sindicato dos Médicos do Espírito Santo (Simes) e a direção da Santa Casa participaram do evento.
A assembleia teve como intuito discutir soluções para o impasse e também abrir mais um diálogo com o Governo para que o problema seja resolvido. No último dia 17, os médicos realizaram um manifesto em frente ao Pronto Socorro para chamar a atenção para os problemas enfrentados pelo hospital.
Os médicos entendem que o problema é causado por cortes no valor repassado para a Santa Casa e pela falta de regularidade no pagamento dos serviços prestados, problema que vem se arrastando desde 2014.
Segundo eles, o orçamento está defasado e congelado, o que é incompatível com o mercado atual, e isso tem prejudicado diretamente à população de Cachoeiro e de outros 26 municípios do sul do Estado.
Os médicos também alegam que a situação financeira se agrava pelo pagamento de juros das dívidas que vem se acumulando, valores esses que não são cobertos pelo repasse do Governo do Estado, e que tem levado a falta de medicamentos e materiais.
Um dos principais problemas enfrentados pela instituição atinge o setor de hemodiálise, já que os equipamentos necessários para a realização do serviço estão sucateados.
O problema também se repete na maternidade, com o número elevado de partos, o que gera prejuízo para a Santa Casa e acentua a crise financeira enfrentada pela instituição.
Santa Casa apoia manifesto
Por meio de nota, a Santa Casa afirma que reconhece que o movimento dos médicos é legitimo e importante para unir forças em busca de uma solução definitiva, já que é feito para melhorar o atendimento da população do sul do Estado. A direção esclarece ainda que a situação é causada pelo corte feito pelo Governo do Estado no convênio de prestação de serviços SUS e também pela falta de regularidade no pagamento. Mesmo neste período destaca que os atendimentos de convênios e particulares prestados pelo hospital seguem normalizados.
Já a Secretaria de Estado da Saúde afirma que está em permanente diálogo com a direção da Santa Casa buscando alternativas sobre esta questão. Os repasses estão em dia e os pagamentos são feitos mediante o envio da nota fiscal. Os convênios são firmados entre a SESA e o Hospital com base na série histórica de produção de cada hospital. Não houve corte no orçamento da Saúde. O orçamento da pasta cresceu em 450 milhões porque a preocupação do Estado é manter os serviços essenciais da Saúde.
‘O Espírito santo é o terceiro estado que mais investe em Saúde com recursos próprios. Grande parte dos recursos são utilizados para complementar a tabela do SUS, que é insuficiente. O nosso principal desafio é manter o serviço em funcionamento, mesmo diante da crise financeira, queda da receita e saída de cerca de 35 mil usuários dos planos de saúde. Para isso, contamos com parceiros importantes e fundamentais, como os filantrópicos. É necessário observar o comportamento da economia para aumentar o investimento e poder honra-los’, diz a nota.








