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Menina internada há quatro meses em UTI sai do hospital para visitar o Papai Noel

Menina internada há quatro meses em UTI sai do hospital para visitar o Papai Noel

Folha Vitória|Do R7

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A menina ficou toda contente com a visita ao Papai Noel. Foto: Divulgação

A pequena Juliane Glicério, de apenas seis anos e que está internada há quatro meses em uma UTI infantil, ganhou uma surpresa da equipe médica: ela saiu do hospital para visitar o bom velhinho na tarde desta segunda-feira (12) no Shopping Vitória. A menina saiu de Teixeira de Freitas, na Bahia, para vir se tratar no Espírito Santo. 


Juliane é uma menina de sorriso tímido e desde o dia em que foi internada não saiu do hospital, ficando sempre sob cuidados médicos intensivos. Ela depende de aparelhos para respirar e está com os movimentos das mãos e pernas comprometidos. 

Ela é chamada de Juju pela equipe médica que teve a ideia de mudar a rotina da pequena que irá passar o Natal no hospital. A mãe de Juliane, a dona de casa Débora Ana Glicério, ficou feliz em ver a reação da filha e com o carinho da equipe médica. 


“Uma palavra resume o que a nossa família está sentindo hoje: felicidade. Há quase quatro meses ela está dentro de uma UTI e a gente não imaginava que iríamos ter este presente. A equipe médica fez esta surpresa, fizeram tudo escondido da gente. Só de ver a minha filha feliz é muito gratificante”, disse emocionada. 

A pequena Juliane não consegue falar por causa do respirador. Mas, durante a visita ao Papai Noel, ela ficou atenta a tudo e os seus olhinhos pareciam dizer o que estava sentindo naquele momento mágico. 


E ela não participou da visita com os pais e os irmãos somente. Os avós maternos vieram da Bahia para participar do momento tão emocionante para a neta.

Foto: TV Vitória


“Eu fiquei muito feliz de ver a situação que a minha neta estava há um mês e agora está bem recuperada, graças a Deus. Eu tenho certeza que o dia dela voltar para casa está muito próximo”, disse o avô João Nascimento dos Santos. 

Juliane foi diagnosticada com a Síndrome de Guillan Barre. De acordo com a médica intensivista pediátrica Paloma Coser, a doença é rara e pouco conhecida. Ela passou a ser comentada após pesquisas apontarem que ela pode ser desencadeada pelo Zyka Virus, transmitido pelo Aedes Aegypti.

“Apesar de ter relação com o mosquito, o caso de Juliane não tem relação com o zyka, fizemos os testes. A síndrome foi causada por outras infecções virais, ela chegou aqui para a gente com diagnóstico de meningite, precisando de suporte ventilatório porque não respirava sozinha. Ela não tinha movimentação de membros inferiores e superiores, uma fraca sustentação do pescoço e não tinha deglutição”.

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