Logo R7.com
RecordPlus
Notícias R7 – Brasil, mundo, saúde, política, empregos e mais

Menino de 13 anos tem a perna amputada após brincar em cima de trem em Vila Velha

Menino de 13 anos tem a perna amputada após brincar em cima de trem em Vila Velha

Folha Vitória|Do R7

  • Google News
Folha Vitória - Cidades 2
Folha Vitória - Cidades 2 Folha Vitória - Cidades 2

Foto: Reprodução

Um menino de 13 anos teve uma das pernas amputada após brincar em cima de um trem em movimento. O caso aconteceu na tarde do último sábado (28), em um trecho da linha férrea que passa por Cobi de Baixo, em Vila Velha.


Segundo testemunhas, Arthur Vinícius Nascimento de Freitas brincava em cima dos vagões, pulando de um para outro, ao longo de centenas de metros. Em determinado momento, ele caiu e foi atropelado pelo trem.

"Eu vi ele pulando de vagão em vagão. Quando chegou no último, ele caiu e eu vi que ele tinha se machucado. Fiquei desesperado, subi em cima da linha e a única coisa que me veio era socorrer ele, mais nada. A única coisa que ele falava era que não queria morrer. E eu falei que ele não iria morrer, para ele ficar tranquilo", contou o embalador Luiz Fernando Pereira, morador da região e que ajudou no socorro da vítima.


Uma ambulância do Samu foi acionada e socorreu o garoto, que teve a perna direita imobilizada. No entanto, os ferimentos foram muito profundos e, segundo a família, os médicos tiveram que amputar a perna de Arthur.

Ainda de acordo com familiares, o menino precisou ser sedado e ficou em coma induzido por quatro dias. Ele acordou nesta quarta-feira (01), mas ainda segue internado. "Ele acordou neste momento e só chama por mim. Mas ele estava dormindo desde sábado", disse a mãe do menino, Paula Mírian do Nascimento, que conversou com a equipe de reportagem da TV Vitória/Record TV na tarde desta quarta-feira.


Brincadeira perigosa

Menino caiu em um trecho da linha férrea que passa pelo bairro Cobi de Baixo


Foto: TV Vitória

No momento do acidente, muitos moradores estavam na rua e presenciaram o fato. Segundo eles, os trilhos do trem se transformam em área de lazer para crianças da região, que se arriscam brincando nos vagões. "Fica muita criança, é um perigo. Mas já viu como é, é tudo levado mesmo, não tem como dizer que não", disse uma moradora, que não quis se identificar.

As crianças e adolescentes do bairro admitem a brincadeira. Um menino de 12 anos, que é primo de Arthur, disse que também já se acidentou pulando sobre os vagões em movimento. "Eu já quebrei até o braço. A gente sobe e fica lá em cima do trem, fica pulando. Todo mundo aqui faz isso", afirmou.

Segundo moradores, a proximidade das casas com a linha de trem é um problema e, em alguns trechos, menos de dois metros separam muros e trilhos. Uma idosa, que preferiu não ser identificada, sabe que construiu de forma irregular. "O engenheiro falou: 'não tem como tirar a casa da senhora por conta dessa pedra grande que tem aqui. Porque para tirar a casa, só tirando a pedra', disse a moradora.

Por outro lado, a comunidade afirma que não recebe nenhum retorno da empresa responsável pela linha. "Há um ano e pouco eles ficaram de fazer uma área de lazer para a gente. Perguntaram se a gente queria receber em cesta básica ou com uma área de lazer e optamos pela área de lazer, porque a gente precisa de uma para as crianças. Eu tenho certeza que se tivesse ali uma área de lazer, as crianças não estariam brincando aqui", ressaltou o vendedor Edmilson da Silva.

A mãe de Arthur também afirma que, até agora, não recebeu apoio por parte da empresa. "A passagem é toda do meu bolso. Mas eu não quero dinheiro, só quero justiça", afirmou.

O outro lado

Por meio de nota, a empresa responsável pela malha férrea da região afirmou que realiza constantemente campanhas de segurança, alertando a comunidade sobre a importância de manter um comportamento seguro em relação à ferrovia. Disse também que é proibido andar sobre ou próximo à linha férrea e pegar carona nas composições.

A companhia informou ainda que as casas em suposta situação irregular foram construídas antes da empresa assumir a concessão da linha e que mantém uma equipe de segurança patrimonial que coíbe novas instalações irregulares.

Sobre a construção de uma área de lazer, a empresa disse que vai discutir com o poder público municipal algumas possibilidades para a realização de atividades culturais e esportivas no bairro.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.