Menino teria sido espancado por mãe e padrasto em Vila Velha após pegar doce na geladeira
Menino teria sido espancado por mãe e padrasto em Vila Velha após pegar doce na geladeira
Folha Vitória|Do R7

Foto: TV Vitória
Um casal foi preso nesta terça-feira, acusado de espancar e torturar um menino de apenas 8 anos, em Vila Velha. O crime aconteceu há cerca de dez dias, mas só agora o padrasto e a mãe da vítima confessaram ter cometido as agressões.
À polícia, a criança contou aos policiais que estava com fome, foi até a geladeira e comeu um doce. O padrasto, de 34 anos, não teria gostado da atitude do enteado e começou a bater na criança com uma planta.
Na hora da agressão, a mãe do menino, uma manicure de 27 anos, estava na rua. No entanto, quando ela chegou em casa e soube do ocorrido também teria agredido o filho com mais tapas e socos.
A criança ficou com vários hematomas pelo corpo, principalmente na cabeça. Por causa da violência, o menino mal conseguia abrir os olhos.
A vítima só foi socorrida no dia seguinte, após a denúncia de vizinhos. O titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), delegado Lorenzo Pazolini, responsável pelo caso, conta que mãe e padrasto ainda tentaram esconder a criança quando os policiais chegaram à residência.
Em um primeiro momento, os dois negarem as agressões e disseram que o menino havia sido picado por um marimbondo. No entanto, eles acabaram confessando o crime e foram presos na manhã desta terça-feira.
"Inicialmente eles mentiram, disseram que tinha sido marimbondo. Depois falaram que eles tinham corrigido a criança por conta de uma série de furtos que ela teria praticado, o que também é uma inverdade. Nós já apuramos isso na região. E só no final, quando não tinham mais o que fazer, eles confessaram que haviam batido na criança de uma forma extremamente greve, extremamente covarde", ressaltou o delegado.
Por causa da violência, a criança mal conseguia abrir os olhos
Foto: Reprodução
Ainda segundo Pazolini, durante as investigações os policiais descobriram que esse não foi um caso isolado. "Essas agressões eram frequentes. Inclusive há indícios de que um filho do casal, de 1 ano e 9 meses, também seria agredido pelos dois, não com a mesma intensidade, mas que esse fato era corriqueiro naquela casa", frisou.
Agora as duas crianças estão sob cuidados de familiares e também de um abrigo do Estado, enquanto os responsáveis estão presos. Segundo a polícia, a mãe das vítimas já havia sido presa, no ano passado, por tentativa de homicídio.
Dessa vez ela é acusada de tortura contra o próprio filho. Segundo Pazolini, o caso é bem diferente de uma simples repreensão, como os acusados chegaram a alegar.
"A correção é necessária, é claro, mas jamais próximo do que nós vimos nesse caso. Esse tipo de correção não é aceito. Isso é crime, isso é tortura. Por isso os dois estão presos", afirmou o delegado.
O titular da DPCA explica que, em casos como esse, a denúncia de vizinhos é fundamental para a segurança da vítima e a prisão dos agressores. "A segurança pública é um dever do Estado, mas a responsabilidade é de todos. A maioria desses crimes que ocorrem dentro da residência a polícia não toma conhecimento, porque nós não temos como designar um policial para ficar na porta de cada residência do cidadão. Então a participação do vizinho, daquela pessoa que ouviu ou que sabe de alguma coisa é fundamental", destacou.








