Folha Vitória 'Não procede', diz capixaba suspeito de aplicar golpe milionário sobre prisão na itália

'Não procede', diz capixaba suspeito de aplicar golpe milionário sobre prisão na itália

O golpista dizia agir como agente do mercado financeiro e recebia dinheiro de empresários para realizar movimentações

O golpista dizia agir como agente do mercado financeiro e recebia dinheiro de empresários para realizar movimentações

O capixaba Felipe Médici Toscano que, segundo a Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol), está preso na Itália, no mês de dezembro, gravou um vídeo para a família afirmando que a informação da prisão não procede.

Nas imagens, Felipe manda um recado aos familiares e afirma está em um dos quartos da casa em que mora, na Itália. "Boa noite, família. Aqui na Itália são 9 horas da noite. Eu não estou preso. Eu não roubei dinheiro de ninguém. Estou na minha casa, em um quarto da casa. Estou gravando este vídeo para afirmar categoricamente que esta informação não procede", disse em vídeo.

De acordo com a delegada da Delegacia Especializada em Defraudações e Falsificações (DEFA), Rhaiana Bremenkamp, o capixaba foi preso na Itália suspeito de realizar golpes que deram prejuízos de mais de R$ 10 milhões. A polícia solicitou a prisão preventiva de Felipe com alerta vermelho da Interpol.

Foto: Reprodução
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O golpista dizia agir como agente do mercado financeiro e recebia dinheiro de empresários para realizar as movimentações. Segundo a delegada, a relação entre Felipe e o empresário que o denunciou começou em 2014. Ele foi apresentado ao golpista ao buscar formas de investir no exterior.

A delegada afirmou que Felipe apresentou relatórios falsos das ações, criou sites de bancos falsos, criou aplicativos falsos em que a vítima poderia ver toda a movimentação e mandava extratos falsos por e-mail. Desta forma, a vítima acreditava que estava acompanhando o dinheiro investido.

Com o dinheiro do golpe, Felipe fraudou diversos documentos, procurações, contratos e a partir daí passou a movimentar o dinheiro da vítima sem que ele percebesse. O golpista dizia ao empresário que o resgate poderia ser feito a qualquer tempo.

A vítima precisou realizar resgates de parte do dinheiro em dezembro de 2017 para fazer um investimento no Brasil e solicitou o resgate. "Felipe começou a enrolar, falou que o investimento dava lucro, que era melhor não e a vítima continuou insistindo. O golpista disse que em março de 2018 ‘daria tudo certo', até que em 14 de março o Felipe fugiu para a Itália. A partir daí foram várias desculpas. Até o momento que a vítima entrou em contato com os bancos e descobriu que as contas estavam zeradas", informou a delegada.

Investigações continuam

Outras três pessoas e duas instituições financeiras são investigadas no caso. De alguma forma eles podem ter contribuído para a fraude. De acordo com a delegada, a partir do momento que os bancos recebem toda a documentação falsa, também tem parcela de responsabilidade.

Outra vítima foi localizada. Esta teria perdido R$ 315 mil da mesma forma. Há ainda um terceiro empresário que teria perdido R$ 5 milhões através dos esquemas do golpista. A vítima procurou a polícia de maneira informal para conversar e nenhum inquérito foi instaurado ainda.