Folha Vitória Suspeitos de envolvimento na guerra entre traficantes são presos em Vitória

Suspeitos de envolvimento na guerra entre traficantes são presos em Vitória

Com os suspeitos, a polícia apreendeu armas de fabricação caseira, mais de 140 munições, drogas e dinheiro

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Três homens foram presos e um adolescente de 17 anos apreendido durante uma operação realizada, na manhã desta segunda-feira (07), no Forte São João, em Vitória. Eles são suspeitos de envolvimento na guerra entre de traficantes do bairro com os do Morro do Romão, também em Vitória.

A operação foi realizada pela Delegacia Especializada de Armas e Munições (Desarme) em conjunto com o 1º Batalhão da Polícia Militar. Durante a ação, armas de fabricação caseira, mais de 140 munições, drogas e dinheiro também foram apreendidos.

A ação da polícia começou por volta das 5h. Os policiais civis e militares cumpriam mandados de mandado de busca e apreensão quando encontraram os entorpecentes e as armas em uma das residências.

"Em um dos pontos, ao entrar em uma residência, encontramos todo o material exposto. Duas armas de fogo de fabricação semi-industrial, uma quantidade grande de munição, carregadores duplos e alongados que garante um poder de fogo considerável, uma quantidade grande de entorpecentes e cerca de R$ 2 mil em dinheiro", disse o capitão Bortoluzzi, da Polícia Militar.

Os quatro suspeitos que estavam na casa foram encaminhados para a delegacia. A polícia suspeita que as armas eram confeccionadas por um suposto armeiro, que mora no bairro. 

Para o titular da Desarme, delegado Christian Waichert, a apreensão traz mais segurança para a população. 

"É muito importante a retirada de circulação deste tipo de armamento, porque nós sabemos que quem compra não utiliza para defesa pessoal ou para ficar em casa. Essa arma é utilizada para dar ataques, atacar até a polícia quando se está fazendo uma operação. A pessoa que está em posse de uma arma dessa tem a intensão de utilizá-la. Eles tinham um carregador, deram um jeito para fazer recargas rápidas. Tinham a disposição de até 60 munições", explicou o delegado. 

Agora, a polícia quer descobrir a origem dessas armas que, segundo o delegado, são fabricadas no Estado.

"Está sendo feito um estudo, através do grupo de trabalho de arma de fogo da Sesp (Secretaria de Segurança Pública do Estado), com a intenção de mapear quem está fabricando e onde está sendo fabricando essas armas para que possamos fazer a prisão desses caras e diminuir ou até mesmo acabar com a circulação deste tipo de armamento no nosso Estado", disse o delegado.

*Com informações da repórter Milena Martins, da TV Vitória/Record TV.

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