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Formação ficará comprometida, diz especialista sobre fim da obrigatoriedade das autoescolas

Diretor da FGV Transportes explica a importância das aulas teóricas e práticas e teme pelas consequências da escolha

Cidades|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A nova regulamentação da CNH em 2025 poderá diminuir o custo total, mas levanta preocupações sobre a formação dos condutores.
  • O presidente da Federação Nacional das Autoescolas critica a medida, enquanto o ministro dos transportes a defende como uma forma de inclusão.
  • Especialistas alertam que a diminuição das aulas teóricas poderá comprometer a segurança no trânsito e a compreensão cultural necessária para dirigir.
  • Exames práticos e teóricos se tornarão ainda mais rigorosos, aumentando sua importância para a segurança pública e saúde coletiva.

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Para tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) em 2025 é necessário pagar pelas aulas teóricas, práticas e também pelas taxas, o que dá em torno de R$ 5 mil, um preço maior do que três salários mínimos. Todo esse custo é um dos principais motivos que levam cerca de 20 milhões de brasileiros a dirigirem sem autorização. Foi com o objetivo de diminuir este número que o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) decidiu tirar a obrigatoriedade das aulas teóricas presenciais, o que pode diminuir o preço em até 80%.

Esta não foi a única mudança, confira abaixo as novas regras aprovadas pelo Contran que passam a valer após serem publicadas no Diário Oficial da União:


  • O curso poderá ser feito online
  • O Ministério dos Transportes fornecerá o conteúdo gratuitamente
  • A carga horária mínima diminuirá de 20 horas para 2 horas
  • O aluno tem a opção de contratar um instrutor autônomo credenciado pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran)
  • Candidato pode usar o próprio carro
  • Abertura total do processo para tirar a carteira na internet

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Quem não aprovou as mudanças foi o presidente da Federação Nacional das Autoescolas, Ygor Valença, que criticou a medida e a chamou de banalização. Já o ministro dos Transportes, Renan Filho, defendeu a escolha, destacando sua simplicidade e menor custo: “O fim da obrigatoriedade significa para o cidadão preço menor, o que garante a inclusão”.

Decisão é polêmica e tem gerado debates relacionados à segurança no trânsito Reprodução/Record News

Ainda assim, o maior debate em relação à escolha é sobre as consequências que ela pode trazer à segurança no trânsito. Segundo Marcus Quintella, diretor da FGV Transportes, que foi entrevistado nesta terça (2) no Conexão Record News, a formação do condutor pode ficar comprometida: “À medida que você tira essa formação, você já vai dificultar o entendimento do trânsito que é uma situação cultural. Quando tivermos uma cultura mais favorável, aí sim podemos seguir com essas medidas, mas acho que ainda precisamos avançar bastante [...] mas agora, nós estaremos sujeitos a tomar veículos com pessoas que têm uma formação deficiente”.


Sobre o argumento do preço, ele opina: “Eu entendo que é o papel do Estado subsidiar para que a pessoa que não tenha condição de pagar possa ter acesso a uma boa escola. 20 milhões de pessoas dirigindo sem formação é uma falha gravíssima do Estado”.

Quintella acredita que agora, com as novas regras, o governo terá um papel fundamental em educar e comunicar para o povo por meio de campanhas de conscientização para fixar uma ‘cultura do bom senso’, mas que para poder fazer isso outros custos seriam criados. “O que se torna barato de acesso, se torna muito caro com toda a sociedade sendo prejudicada”, argumenta.


O diretor lembra o propósito dos testes e exames da autoescola e comenta o novo patamar de importância que irão assumir: “Os próprios exames práticos e teóricos precisam ser provas que vão realmente testar a capacidade das pessoas. Testes psicológicos, testes físicos e exames de vista, tudo terá que ser rigoroso a partir de agora. Isso é fundamental para a saúde pública e para a segurança de todos nós”.

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