Apontado como líder, Frederico Müller se cala em oitiva
Gazeta Digital|Do R7

Frederico Coutinho Müller, apontado como líder da organização criminosa FMC Ello, ficou em silêncio durante a oitiva, que aconteceu na manhã desta quarta-feira (04), na Delegacia Especializada de Fazenda e Crimes Contra a Administração Pública (Defaz).
Ele é um dos presos na Operação Mantus, que desarticulou na última semana duas organizações criminosas acusadas de lavagem de dinheiro e exploração do jogo do bicho em Mato Grosso.
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À imprensa, o delegado Flávio Stringueta, da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), informou que além de Frederico, Eduardo Coutinho Gomes também não se manifestou.
“Esses dois disseram que só vão se manifestar em juízo, é um direito. Só o Edson que confessou, disse que fazia parte da organização e que arrecadava valores”.
Edson Nabuo Yabumoto foi apontado pelas investigações como o arrecadador de valores em Tangará da Serra e região.
“Ele disse que participava, mas não deu muitos detalhes. Tem pouco conhecimento sobre o funcionamento”, disse o delegado.
Além de confirmar que atuava no esquema da FMC Ello, teria citado ainda o nome de Frederico como o líder.
“Edson contou que ganhava R$ 2 mil, que saia da porcentagem da arrecadação do jogo do bicho”.
Colaboração
O delegado acredita que faz parte da defesa dos acusados a orientação para não se manifestar durante as oitivas. “Eles dizem que precisam se aprofundar no teor da investigação”.
Por outro lado, Stringueta afirma que a Justiça vê com bons olhos quem tem a postura de colaborar e contribuir com a investigação.
“Os interrogatórios não nos auxiliaram muita coisa, mas temos provas suficientes contra cada um deles e duvido que consigam algum habeas corpus nos próximos dias”.
A polícia irá ouvir nesta quinta-feira, na sede do GCCO outros 4 presos, entre eles, João Arcanjo Ribeiro.















