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Ministério Público investiga programa Plástica para Todos

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Centro cirúrgico, hospital militar, plástica para todos, cirurgia
Centro cirúrgico, hospital militar, plástica para todos, cirurgia Gazeta Digital

Irregularidades nos procedimentos cirúrgicos do programa Plástica Para Todos são alvo de investigação do Ministério Público do Estado. No documento, assinado no último dia 03 pelo promotor Ezequiel Borges de Campos, é ressaltado que a qualidade e segurança dos procedimentos estão sendo afetadas. Duas pacientes morreram este ano em Cuiabá após realizarem cirurgias estéticas pelo programa.

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Estão no rol de irregularidades apontados pelo MPE atos cirúrgicos seriados e incapacidade estrutural dos hospitais onde os procedimentos são realizados. Também há apontamentos como ausência/deficiência de atendimento pré e pós-operatório, falta de notificações do órgão sanitário sobre eventuais infecções hospitalares. E ainda irregularidades como falta de alvará sanitário da unidade hospitalar creditada pela empresa responsável pela execução dos serviços e publicidade enganosa.

São problemas como “execução de procedimentos múltiplos em unidade hospitalar sem Centro de Recuperação pós-anestésico e sem leitos de UTI. Hospital creditado sem alvará sanitário”, entre outros elencados pelo órgão ministerial.


O MPE pede que sejam juntados ao inquérito matéria de morte de paciente, conteúdos do site do programa e outros. Além de notificar Presidente do Conselho Regional de Medicina e o Presidente do Hospital Militar de Mato Grosso.

Apesar das mortes de duas pacientes, desde outubro o Plástica Para Todos foi autorizado a atuar em Mato Grosso. O programa chegou a ser interditado duas vezes neste ano, mas segundo o Conselho Regional de Medicina as irregularidades foram sanadas. Em maio, Edléia Daniele Ferreira Lira, 33, morreu depois de fazer uma cirurgia de redução de seios e lipoescultura. No dia 20 de novembro a servidora pública aposentada Ivone Alves de Almeida morreu após ser submetida a uma lipoaspiração.

Os dois casos são alvos de uma sindicância junto ao CRM e são sigilosos. O relativo à morte de Edléia tem prazo de conclusão até o dia 24 de janeiro de 2019. O envolvendo a morte de Ivone deve durar ao menos 180 dias.

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