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Pena não substitui essa dor eterna, diz mãe e viúva de procuradores assassinados

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Elizabeth Diniz Martins Souto
Elizabeth Diniz Martins Souto

Um dos maiores júris populares da história de Mato Grosso ocorre nesta terça-feira (6), em Vila Rica (1.259 km a Nordeste de Cuiabá). No banco dos réus está José Bonfim Alves Santana, que confessou o assassinato dos procuradores Saint’Clair Martins Souto e Saint’Clair Diniz Martins Souto. Mãe e viúva das vítimas, Elizabeth Souto afirma que esse é o julgamento mais triste de sua carreira e que “por maior que seja a pena, não satisfaz, não substitui essa dor que é para o resto da vida”.

Para o júri foi montado um esquema de segurança, com interdição de ruas, restrição no acesso ao Tribunal e quarto individual em hotel para cada um dos jurados. A previsão é que o julgamento dure 3 dias.


O crime aconteceu em setembro de 2016. Segundo o Ministério Público do Estado (MPE), pai e filho foram mortos pelo caseiro porque eles estavam desconfiados que José estava furtando gado da fazenda e pretendiam denunciar o caso. O acusado está preso em Água Boa (730 km a Leste) e confessou o crime.

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Elizabeth, que além da ligação com as vítimas também é assistente da acusação, disse que nunca pensou ter que atuar em um caso como esse. “Nunca pude imaginar, já no apagar das luzes, tantos anos de profissão, que fosse assumir a tribuna para fazer justiça para o meu marido e meu filho. É homenagem que eu faço em nome dos meus filhos e netos”.

A advogada enfatiza que o julgamento não será fácil, ainda mais pela carga emocional envolvida. “Eu vou tentar, com fé em Deus vou tentar superar. Vou fazer o possível para não decepcioná-los. Espero que o conselho de sentença e o juiz nos dê a pena máxima”.


Oswaldo Augusto Benez dos Santos, advogado do réu, informou que o trabalho da defesa será para reduzir a pena do acusado. “Por enquanto nosso objetivo é atenuar a pena. Parto do mínimo possível. É isso que vou pedir para os senhores jurados, 12 anos por homicídio. As qualificadoras, acho elas um tanto quanto fracas e algumas são difíceis o promotor mantê-las”.

Ele critica o excesso de segurança para o julgamento. “É um aparato muito grande e a meu ver não teria tanta necessidade assim. Não é porque o réu cometeu os delitos que se torna extremamente perigoso. Para mim é mais um júri”.

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