Gazeta Digital Rondonópolis tem melhor saneamento do Centro-Oeste

Rondonópolis tem melhor saneamento do Centro-Oeste

Rondonópolis

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Rondonópolis (212 km da Capital) é o município de grande porte mais bem avaliado do Centro-Oeste em saneamento básico, de acordo com o Ranking da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes). Com 91% de tratamento de esgoto e 99% do lixo com destinação correta, Rondonópolis também está na liderança da cidade mais bem avaliada no Estado, incluindo os de pequeno e médio porte.

Com nota 488 no ranking, Rondonópolis está bem avaliada por itens como 100% de abastecimento de água, 95% de coleta de esgoto, 92% de tratamento de esgoto, 99% do lixo urbano coletado e 99% dos resíduos sólidos com destinação correta. O único item que fez o município perder pontos foi o plano de saneamento básico, que no ano avaliado pelo ranking, 2017, ainda estava em processo de elaboração.

“Esse ano finalizamos o nosso plano de saneamento, que é uma prioridade da gestão. Os reflexos podem ser vistos na saúde, mesmo Rondonópolis sendo um polo e atendendo pacientes de outros 16 municípios. Um dos nossos diferenciais é que esse serviço não é terceirizado, é coordenado pelo município, o que faz muita diferença”, explica o diretor técnico do Serviço de Saneamento Ambiental de Rondonópolis (Sanear), Hermes Ávila.

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No ranking foram analisados 27 municípios de Mato Grosso, de diversas regiões no Estado. Entre estes Cuiabá ficou em oitavo, com nota 287,67, menor que municípios como Sinop (500 km ao Norte) com nota 321,68, Barra do Garças (509 km a Leste) com 426,23, Tangará da Serra (239 km a Médio-Norte) que teve 348,22, entre outros. Já na comparação com outras capitais, Cuiabá foi a quinta pior do país.

A Capital tinha 100% da área urbana com abastecimento de água, 53,52% de coleta de esgoto, 37,09% de tratamento do esgoto, 97,34% de coleta de lixo e apenas 1,60% do lixo destinado corretamente, ou seja, a maior parte era descartada em lixões e outros locais impróprios. Um dos pontos positivos foi que o plano municipal de saneamento já estava em andamento.

Para o ranking foram avaliados o abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto, coleta de lixo, destinação correta dos resíduos sólidos e plano de saneamento básico. Os dados foram obtidos do SNIS, com referência ao ano de 2017, por conta da defasagem de dois anos entre a coleta dos dados e a divulgação pelo Ministério das Cidades.

Das cidades analisadas em Mato Grosso, Barra do Bugres (168 km a Médio-Norte), Jauru (425 km a Noroeste) e Alto Araguaia (415 km ao Sul) não possuem nenhum tratamento do esgoto coletado. Elas também não possuem nenhuma destinação correta do lixo, assim como Pedra Preta (238 km ao Sul), Cláudia (620 km ao Norte), Nova Xavantina (502 km ao Norte), Novo São Joaquim (485 km a Leste), Juara (709 km a Médio-Norte), Alta Floresta (803 km a Médio-Norte), Ribeirãozinho (327 km ao Sul), Peixoto de Azevedo (691 km ao Norte), Diamantino (208 km a Médio-Norte), São José dos Quatro Marcos (315 km a Oeste), Água Boa (730 km a Leste), Aripuanã (1.002 km a Noroeste), Porto Esperidião (326 km a Oeste) e Mirassol D’Oeste (300 km a Oeste).

Dos 27 municípios, 12 possuíam plano municipal de saneamento em 2017 e outros 12 estavam em processo de elaboração. No país, foram analisados 1.868 municípios, sendo considerados de grande porte os que possuem mais de 100 mil habitantes. A nota máxima era 500 e atingiram essa marca Piracicaba, Rio Claro e São Caetano do Sul, todas no estado de São Paulo. Já a menor nota foi a de Itarema (CE), com 67,92.

Outro lado
Sobre o esgoto na Capital, a Águas Cuiabá informou que atualmente 57% é coletado e 75% do coletado é tratado na zona urbana, em bairros com regularização fundiária. A meta é chegar a 91% de coleta e 100% de tratamento em 2024, com investimento de R$ 1 bilhão.

Em relação aos resíduos sólidos, a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos informou, por meio de nota, que o município tem trabalhado nesse sentido, com parcerias com cooperativas e reciclagem, além do Mutirão da Limpeza e Cata-treco. E que essa questão foi inserida no contrato com a empresa vencedora da licitação realizada em 2018. Sobre o aterro sanitário, a Secretaria já estuda uma melhor forma de administração da área.