Sem acordo, funcionários estatutários do HUJM começam greve nesta sexta-feira
Gazeta Digital|Do R7

Panfletagem em frente ao Hospital Universitário Julio Muller (HUJM) na manhã desta sexta-feira (22) simbolizou o início da greve dos trabalhadores estatutários da unidade. Eles protestam contra decisão da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), responsável pela administração, que revogou jornada flexibilizada de 30 horas semanais.
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Com isto, uma carga horária de 40 horas será imposta. De acordo com a coordenadora administrativa do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação da Universidade Federal de Mato Grosso (Sintuf-MT), Leia de Souza, uma reunião entre o comando de greve e a reitoria foi realizada na última quinta-feira (21), mas não houve acordo com a gestão.
"Nós solicitamos da gestão da Ebserh e da reitoria que suspendesse a portaria em questão por 30 dias para que nós pudéssemos construir uma escala onde a jornada flexibilizada cobre toda a necessidade do hospital, porém eles foram intransigentes", afirmou.
Decisão sobre a greve foi tomada na segunda-feira (18), em assembleia que reuniu cerca de 200 trabalhadores. Resolução da empresa suspende decreto assinado pela superintendente do Hospital, Elisabet Furtado, e tem previsão para entrar em vigor no dia 1 de abril de 2019.
Ação atinge trabalhadores estatutários ligados à UFMT, mas não interfere nos trabalhadores contratados no regime de CLT, ligados à Ebserh. Ao #GD, contudo, a coordenadora explicou que os serviços do hospital não devem ser paralisados em sua integridade, já que hoje além dos servidores estatutários existem regimes cltistas e terceirizados.
"A nossa greve hoje não tem esse impacto de suspensão de atendimento que teria há 10 anos atrás, então tem setores por exemplo que nós somos minoria, nesses setores o setor vai funcionar com mais de 60, 70% das atividades. Nos setores em que somos maioria ainda vamos trabalhar com 30% , que a lei determina", explicou.















