Servidora morre ao fazer cirurgia pelo programa Plástica Pra Todos
Gazeta Digital|Do R7

Uma mulher, identificada como Ivone Alves de Almeida, de 67 anos, morreu nesta terça-feira (20) após passar por um procedimento estético de lipoaspiração no Hospital Militar pelo programa Plástica Pra Todos.
Ela realizou o procedimento na segunda-feira (19), mas teve complicações que se agravaram rapidamente. De acordo com a própria empresa, a causa da morte foi embolia pulmonar decorrente do deslocamento de um coágulo preexistente no pulmão, que afetou todo o organismo.
Ivone é a 2ª pessoa a falecer ao fazer um procedimento pela Plástica Pra Todos. Em maio deste ano, Edléia Daniele Ferreira Lira, de 33 anos, morreu depois de fazer uma cirurgia de redução de seios e liposcultura.
Meses depois, em julho, a Sociedade Mato-grossense de Anestesia (Soma) denunciou ao Conselho Regional de Medicina (CRM) e ao Ministério Público Estadual (MPE) mais dois casos de pacientes que sofreram complicações ao passarem por procedimentos cirúrgicos. Na ocasião, a empresa foi interditada.
Em outubro deste ano, no entanto, o CRM optou em plenária por desinterditar os serviços da empresa mediante seu registro no conselho.
Por meio de nota, a Plástica Pra Todos afirmou que todos os protocolos prévios e pós-cirúrgicos foram atendidos com extremo rigor e que a paciente estava liberada para realização da cirurgia por médicos especialistas. O Hospital Militar, por outro lado, afirmou que deve aguardar a conclusão do inquérito para se pronunciar sobre o assunto.
O caso deve ser investigado pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Confira a nota na íntegra:
"Nota à imprensa
A Empresa PPT vem a público externar com profundo pesar, o falecimento da paciente I.V.A., submetida a procedimento cirúrgico no Hospital Militar de Cuiabá/ MT, na manhã da última segunda-feira, vindo a óbito amanhecer da terça-feira.
Destacamos que todos os protocolos prévios e pós cirúrgicos foram atendidos com extremo rigor, de modo que a paciente estava liberada para realização da cirurgia por médicos especialistas de sua confiança, além do que a cirurgia transcorreu na mais absoluta normalidade.
Ocorre que diante do acometimento súbito da paciente e de sua rápida evolução para óbito, a equipe médica e do Hospital Militar, julgou, por cautela, necessário o encaminhamento do caso para exame de necropsia, apesar de ter sido identificada como embolia pulmonar, a causa mortis.
A tromboembolia pulmonar é a causa grave mais comum decorrente de procedimentos cirúrgicos, possuindo como característica a ausência de completa previsibilidade e súbita evolução, tendo em vista que consiste no deslocamento de algum coágulo preexistente nos pacientes até o pulmão, afetando rapidamente todo o organismo.
A empresa aguardará a conclusão do laudo de necropsia, estimado para entrega em até 30 dias, para se necessário, prestar outros esclarecimentos.
EMPRESA PLÁSTICA PRA TODOS
Direção"















