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Uma mulher é vítima de feminicídio a cada 6 dias em Mato Grosso

Gazeta Digital|Do R7

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8 mulheres 347 vítimas de feminicídio
8 mulheres 347 vítimas de feminicídio Gazeta Digital

A cada seis dias uma mulher é vítima de feminicídio no Estado. Por dia, são 55 mulheres ameaçadas e mais 27 que sofrem lesões corporais. A cada um dia e meio, há uma vítima de estupro. Os dados fazem parte de levantamento feito pela Coordenadoria de Estatística e Análise Criminal (CEAC) da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT). Em relação aos feminicídios, a Estatística aponta que 50% das mortes de mulheres até 15 de outubro tiveram motivação passional. Número rebatido pela Defensora Pública Rosana Leite, que acompanha diariamente a situação. Ela afirma que já são 45 feminicídios, ou seja, cerca de 70% dos casos de assassinatos de mulheres, que somam 66.

O balanço da Sesp aponta, além dos casos passionais, praticados no âmbito da violência doméstica e familiar ou com existência de vínculo amoroso entre a vítima e o agressor, os casos em que as motivações ainda estão sendo apuradas, que somam 30%. Neste percentual estão os outros feminicídios citados pela defensora pública. Como o inquérito ainda não foi concluído, o Estado ainda não contabiliza. Do restante, 9% dos casos ocorreram por envolvimento com drogas, 6% por rixa, 3% classificados como “outros” e 2% motivados por vingança.


“Estes números comprovam que boa parte dos crimes estão acontecendo em âmbito familiar. Precisamos de uma mudança de paradigmas e cultural. Precisamos de campanhas educativas, de educação nas escolas e nas famílias para reverter estes dados da violência doméstica”, frisa o secretário de Estado de Segurança Pública, Gustavo Garcia.

O secretário confirma que muitas vezes a mulher vítima de violência doméstica e homicídios está em situações de vulnerabilidade social. Segundo ele, este trabalho do rompimento do ciclo de violência doméstica tem que ultrapassar o âmbito da segurança pública e abranger outras áreas, como a social. “Tem que ser trabalhada principalmente campanhas de empoderamento da mulher. Isso vai muito além de um problema de polícia”, diz.


Os casos ocorreram em 40 municípios, sendo que em alguns foram registrados mais de um. Várzea Grande apresentou o maior número de homicídios de vítimas femininas até o momento. No período de janeiro a 15 de outubro de 2018 foram seis registros. Sinop, Rondonópolis e Cuiabá contabilizaram, cada uma, cinco casos. Em seguida, aparecem Poxoréu e Tangará da Serra, cada uma com três registros. Pontes e Lacerda, Feliz Natal, Campo Novo do Parecis, Colíder e Nova Mutum tiveram dois registros cada uma.

As cidades de Poconé, Campo Verde, Colniza, Chapada dos Guimarães, Pedra Preta, Glória D’Oeste, Barra do Garças, Guarantã do Norte, São José dos Quatro Marcos, Jaciara, Barra do Bugres, Juara, Peixoto de Azevedo, Juína, Castanheira, Alto Araguaia, Reserva do Cabaçal, Diamantino, Santo Antônio de Leverger, Tabaporã, São José dos Quatro Marcos, Carlinda, Sorriso, Novo Mundo, Paranatinga, Nova Ubiratã, Lucas do Rio Verde, Água Boa e Nova Maringá tiveram um caso cada.

Leia matéria completa na edição do jornal A Gazeta deste sábado (27).

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