Governo libera R$ 4,6 mi para cidades do Acre atingidas por inundações
Estado sofre cheia histórica de rios e milhares foram afetados e estão fora de casa
Cidades|Do R7

O Ministério da Integração Nacional autorizou a transferência de R$ 4,6 milhões para ações de Defesa Civil na capital do Acre, Rio Branco, e em outros quatro municípios do Estado, todos atingidos por inundações. Segundo portarias publicadas no Diário Oficial da União, Rio Branco vai receber o maior volume do recurso, R$ 2,9 milhões. Xapuri vai receber R$ 724 mil, Epitaciolândia, R$ 647 mil, Sena Madureira, R$ 222 mil, e Assis Brasil, R$ 57 mil. O prazo para execução das obras e serviços de reconstrução e auxílio às pessoas é de 180 dias.
Várias cidades do Estado vêm sendo afetadas por sucessivas inundações desde o mês passado, provocadas pela maior cheia da história do Rio Acre. Mais de 10 mil pessoas estão vivendo em abrigos montados pelos governos locais.
Para facilitar o apoio aos municípios, o governo federal tem publicado portarias reconhecendo o estado de calamidade pública de alguns deles. Também o governo federal decidiu antecipar benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social a moradores do Estado afetados pelos desastres. Na semana passada, foram autorizados repasses para beneficiários de Brasileia e Rio Branco e hoje para Xapuri. As autorizações da antecipação também foram publicadas no Diário Oficial da União.
Combustível
A Agência Nacional de Transportes Aquaviários também deferiu hoje autorização, em caráter especial e de emergência, à Petrobras Distribuidora para explorar a instalação portuária Basul II, localizada no município de Cruzeiro do Sul (AC) para o abastecimento de combustível em municípios do Estado. Segundo resolução publicada no DOU, a autorização "não desonera a empresa do atendimento dos padrões de segurança exigidos pelos entes intervenientes na operação portuária, mormente no tocante às competências afetas à Marinha do Brasil, ao Corpo de Bombeiros, à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, Órgão Ambiental pertinente e Receita Federal".
A maior cheia já registrada na história do rio Branco, no Acre, afeta milhares de pessoas e deixa um saldo de mortos também entre os animais. Segundo a Ong Patinha Carente, que trabalha no socorro dos bichos, muitos donos deixam os animais para trás pr...
A maior cheia já registrada na história do rio Branco, no Acre, afeta milhares de pessoas e deixa um saldo de mortos também entre os animais. Segundo a Ong Patinha Carente, que trabalha no socorro dos bichos, muitos donos deixam os animais para trás presos em coleiras ou dentro de casa, por isso acabam morrendo afogados



![A colaboradora da Ong Patinha Carente, Vanessa Facundes, disse que a equipe precisa alugar barcos para visitar as casas inundadas e tentar achar os animais abandonados.
— Encontramos muitos bichos mortos. Fazemos um apelo para que os donos não os abandonem. Sabemos que a situação é difícil, mas tudo isso vai passar. Não é justo com eles [animais]](https://newr7-r7-prod.web.arc-cdn.net/resizer/v2/ASRAAOBLDZMWLJPTCG7AVJJM2Y.jpg?auth=19f4ba24a2ba93ba65fb3d8119ebf415a22c0dcd3b9a6f82cafbbaa92a3fa1e1&width=1200&height=797)


























