Greve de agentes penitenciários agrava superlotação em delegacias de Goiás
Servidores reivindicam melhores salários e aumento do número de pessoal
Cidades|Do R7, com Fala Brasil

A greve dos agentes penitenciários em Goiânia agravou o problema da superlotação nas delegacias. As celas estão cada vez mais cheias e isso aumenta as chances de fuga, como aconteceu na Delegacia de Furtos e Roubos.
Na Casa de Detenção Provisória, os agentes se recusam a receber os detentos e o que contribui para a lotação dos distritos policiais. Em Goiânia e Aparecida, o excesso é alarmante, segundo o delegado Delci Alves Rocha.
— Estamos com mais de 200 presos nas delegacias, sendo que a capacidade máxima são para cem presos. (sic)
Só na delegacia de homicídios, são 31 presos e a capacidade seria para 12. Thaygor Henrique Alves, suspeito de matar quatro adolescentes na Serra das Areias no mês passado, também está preso na delegacia de homicídios.
— Tá ruim pra dormir aqui porque os menino tá dormindo aí no chão todo amontoado. [Um] Chegou agora, tá dormindo lá no banheiro. Tá difícil, sem água, sem nada.
Durante a greve, os agentes também deixaram de fazer a escolta dos presos para prestarem depoimento. Eles reivindicam melhores salários e aumento do número de pessoal.
Na Delegacia de Furtos e Roubos, seis presos fugiram, como conta o delegado Edson Carneiro.
— Segundo a perícia, serraram um cadeado. Posteriormente, tiveram acesso ao muro, daí conseguiram fugir.
Um dos presos é um homem de 18 anos, especialista em roubar ouro. Ele já teria cometido pelo menos 15 assaltos. Todos os fugitivos são perigosos, de acordo com Carneiro.
— São presos de alta periculosidade. Estão aqui elementos que roubam carga, que fazem assaltos, elementos de todos os tipos. Infelizmente todos foram embora.
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