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Greve de ônibus em São Luís (MA) completa uma semana

Audiência no TRT terminou sem acordo entre patrões e rodoviários; 100% da frota está parada

Cidades|Do R7

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A greve dos rodoviários de São Luís, no Maranhão, completou uma semana nesta quinta-feira (29). Este é o terceiro dia consecutivo de paralisação total da frota dos ônibus. Uma reunião no TRT (Tribunal Regional do Trabalho) na quarta-feira (28) terminou sem acordo entre patrões e empregados. A greve prejudica 750 mil passageiros na capital maranhense. 

Empresários e trabalhadores não mostram sinais de que podem ceder para colocar um fim ao movimento grevista. Ao mesmo tempo, a Prefeitura de São Luís não sinalizou com uma proposta que incluísse subsídio de R$ 4 milhões, como chegaram a sugerir os empresários na primeira reunião de negociações, ocorrida na terça-feira (27).


Os trabalhadores querem 16% de aumento salarial, reajuste do tíquete-alimentação para R$ 500, inclusão de um dependente no plano de saúde, além da implantação do plano odontológico. Os representantes do governo municipal insistem em um plano que inclui combate a fraudes nas gratuidades e fim da cobrança do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre combustíveis vendidos para empresas de ônibus da capital, medidas que, segundo a projeção apresentada na reunião desta quarta, podem economizar até R$ 2,5 milhões mensais.

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No intervalo do encontro, a desembargadora Solange Cristina Passos de Castro Cordeiro, que está mediando as conversações, chegou a comentar que a reunião está caminhando para um julgamento de dissídio coletivo — medida que deverá levar ainda alguns dias para colocar fim ao movimento grevista.


Rio de Janeiro

A quarta paralisação dos rodoviários do Rio de Janeiro que não pertencem ao sindicato terminou à meia-noite de quarta-feira. A greve teve pouca adesão e não gerou grande transtorno à população. Segundo o sindicato patronal, 10% da frota não circulou. Os líderes grevistas estimam que a adesão chegou a 60%. Os manifestantes vão ser reunir na sexta-feira (30) para decidir sobre uma nova paralisação. 


Segundo as empresas de ônibus, 15 ônibus foram depredados durante a paralisação de motoristas e cobradores. A adesão à paralisação de hoje foi menor do que às greves anteriores (em 8, 13 e 14 de maio) por conta de ameaças de demissão e até de agressão, além da contratação de motoristas substitutos, segundo a cobradora Maura Gonçalves, uma das líderes da greve. Ela afirmou que as empresas de ônibus ofereceram até R$ 200 para que outros funcionários, como mecânicos, assumissem o posto dos motoristas grevistas.

— Os motoristas foram ameaçados: nas garagens disseram que quem não trabalhasse seria demitido por justa causa.

Segundo Maura, o sindicato patronal não apresentou contraproposta às reivindicações dos grevistas, que pedem reajuste salarial de 40% e cesta básica de R$ 400, entre outras melhorias. O sindicato da categoria aceitou proposta de 10% de reajuste e cesta básica de R$ 140, mas os dissidentes não concordam.

O sindicato patronal vai pedir ao Tribunal Regional do Trabalho que considere o movimento abusivo "já que mais uma vez não foram respeitados os princípios e requisitos da lei de greve, como o aviso de paralisação com 72 horas de antecedência".

A greve também afetou o Metrô na Superfície, serviço de ônibus que liga as estações de Botafogo e General Osório (Ipanema) a Gávea, porque os motoristas não trabalharam. Passageiros reclamaram que tiveram que pagar duas passagens, a do bilhete do metrô e do ônibus convencional.

Florianópolis

Os ônibus também voltaram a circular em Florianópolis nesta quinta-feira depois de 24 horas de paralisação. Escolas ficaram fechadas e o comércio vazio. Cerca de 250 mil passageiros foram afetados. A Justiça do Trabalho deve multar o sindicato de motoristas e cobradores em R$ 50 mil porque não cumpriu a determinação de manter 70% da frota circulando. Uma audiência de conciliação está marcada para a próxima segunda-feira (2). 

Salvador

A greve dos rodoviários de Salvador, na Bahia, terminou no início da tarde de quarta-feira. Segundo o sindicato da categoria, os trabalhadores aceitaram voltar ao trabalho depois que um aumento no valor dos vales-refeição foi autorizado — dos R$ 12 propostos inicialmente pelos empresários do setor, para R$ 14.

O restante do acordo é o mesmo que havia sido proposto pelos patrões na segunda-feira (26), com reajuste salarial de 9% (os trabalhadores reivindicavam 12%) e diminuição da carga horária diária de oito para sete horas. Os empresários também teriam se responsabilizado a iniciar um programa de PLR (Participação nos Lucros e Resultados) nas empresas a partir do próximo ano.

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