Homem suspeito de matar haitiano e cortar pênis é preso no PR
Órgão genital foi encontrado na boca do estrangeiro, segundo a polícia
Cidades|Fernando Mellis, do R7

Ao procurar uma delegacia para tentar explicar a morte de um colega haitiano, Elielmo Gomes da Silva, de 32 anos, foi preso, na madrugada desta quarta-feira (23), em Curitiba (PR). Segundo a polícia, ele é considerado suspeito de esfaquear Emanes Saint Louis, de 22 anos, há cerca de um mês. A vítima foi encontrada com o pênis na boca, segundo o delegado que investiga o caso.
O crime aconteceu em Campo Largo, na região metropolitana de Curitiba. O delegado Antônio Macedo de Campos, explicou que os dois se conheceram em uma pensão, onde moravam. Pouco tempo depois, o estrangeiro mudou-se para a casa de Silva. A mulher do suspeito e a filha de seis anos também moravam lá.
Após o assassinato do haitiano, Silva desapareceu, por cerca de um mês.
— A alegação dele, é que ele chegou por volta das 20h e viu o haitiano discutindo por causa de celular com outro cidadão. Aí ele pegou em foi embora tomar um aperitivo e achou uma amiga e foi dormir com ela. Por volta das 4h, ele retornou para casa, viu sangue, uma bagunça e o indivíduo morto. Ele pegou, avisou o vizinho e foi embora para a casa da irmã.
O delegado ainda conta que o suspeito já tinha um mandado de prisão em aberto, de 1º de agosto deste ano, de um crime de latrocínio, cometido em Itapoá (SC).
— Ele alega que ficou assustado e evadiu-se, com medo de que sobrasse para ele, porque já tinha bronca. Ele chegou a ficar preso seis meses na Penitenciária Central do Estado por roubo. Ele estava na condicional.
A Polícia Civil já havia pedido a prisão preventiva de Silva. A decisão da Justiça deve sair nos próximos dias. Mesmo assim, ele permanecerá preso devido ao outro mandado. A investigação agora vai tentar descobrir o que teria motivado o crime. Uma briga pode ter levado ao assassinato, segundo o delegado.
— Há relatos de que eles haviam discutido. O Elielmo teria pegado o celular do haitiano e trocado por droga. Uma vizinha falou isso em depoimento.










