Homicídios aumentam 40% em 12 dias durante greve de PMs no RN
Houve 87 homicídios no Estado em 12 dias de paralisação dos agentes
Cidades|Márcio Neves, do R7

Levantamento feito pelo Obvio (Observatório da Violência Letal Intencional), entidade que monitora dados de mortes violentas e criminalidade no Rio Grande do Norte, mostra que o Estado registrou 87 homicídios desde o início da paralisação dos policiais militares do Estado, no último dia 19 de dezembro, até a tarde deste sábado (30).
O número é 40% maior que o mesmo período de 2016, em que ocorreram 62 homicídios. Segundo o levantamento, a última sexta-feira (29) foi o dia mais violento do período da paralisação com 17 mortes registradas.
“Acompanhado de indicativos crescentes de criminalidade homicida tanto no interior quanto na sua região metropolitana, e a falta de políticas públicas adequadas, o futuro da segurança pública no Rio Grande do Norte não parece promissor”, afirma Ivenio Hermes, Coordenador de Pesquisa do Obvio.

Greve dos Policiais
Os policiais e bombeiros militares do Rio Grande do Norte paralisaram as atividades no dia 19 de dezembro, e os policiais civis trabalham em regime de plantão desde o dia 20 de dezembro.
Eles pedem melhores condições de trabalho e o pagamento dos salários e 13º, que estavam atrasados. O governo anunciou que pagou os salários de novembro a mais de 80% da categoria nesta sexta-feira (29).
O governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PSD), fez um apelo para que os policiais voltassem ao trabalho, mas os policiais decidiram manter a greve.
O Ministério da Defesa anunciou o envio de 2.000 militares das Forças Armadas para uma operação de Garantia da Lei e da Ordem no Rio Grande do Norte, com perspectiva de que a ação dure ao menos 15 dias, podendo ser prorrogada.










