Inteligência artificial amplia riscos de exploração sexual infantil na internet; entenda
Especialista alerta para a facilidade com que sistemas conseguem clonar voz e imagem, facilitando abordagens criminosas
Cidades|Do R7, com RECORD NEWS
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
O crime de exploração sexual infantil tem sido cada vez mais comum na internet. Uma organização que recebe queixas de infrações online registrou mais de 63 mil denúncias de imagens infratoras apenas em 2025. Para combater o delito, uma nova legislação que atualizará as normas do Estatuto da Criança e do Adolescente, intitulado ECA Digital, entrará em vigor a partir de março.
Em entrevista ao Jornal da Record News, Arthur Igreja, especialista em tecnologia, afirma que a ausência de barreiras para a geração de conteúdo criminoso por meio da inteligência artificial é um dos principais fatores que contribuem para a ascensão da exploração sexual infantil na internet.

“A inteligência artificial, infelizmente nesse caso, ela é usada de forma nefasta e acaba facilitando a vida desses criminosos. [...] Essa chegada da IA generativa tem um papel bastante preocupante porque veja, se fica mais fácil na ponta da criação do conteúdo, o que dirá na disseminação, na proliferação e no encaminhamento”, afirma o especialista.
O profissional ainda afirma que outro entrave é a flexibilização do acesso à internet para crianças em alguns países. Para ele, movimentos de restrição do acesso às redes sociais para o público infantil, como ocorreu na Austrália, é uma saída para deter maior controle sobre o conteúdo acessado por elas.
“É claro que tem subterfúgios tecnológicos, a pessoa, a criança, enfim, pode usar VPN, pode acessar num país em que as regras são menos duras, mas é por isso que nós estamos vendo esse tipo de movimento que começa na Austrália, basicamente apagando e banindo os perfis para menores de 16 anos”, diz Igreja.
Leia mais
Ele também explica ainda que os sistemas conseguem clonar não apenas vídeos, mas também áudios com extrema rapidez. Este aspecto coloca as crianças em risco em ambientes digitais que envolvem a interação de usuários por meio de vídeos e áudios, visto que elas não possuem a capacidade de discernir se estão interagindo com alguém da mesma faixa etária
“Uma criança, um adolescente, que muitas vezes está navegando, fica muito difícil ele conseguir ter esse discernimento, por exemplo, se ele está falando com uma outra criança ou se ele está falando com um adulto que está se passando, usando esse tipo de ferramenta, esse tipo de filtro, que fica cada vez mais acessível”, afirma.
Análises, entrevistas e as notícias do Brasil e do mundo estão na RECORD NEWS. Acesse o site aqui e confira os principais conteúdos em texto e vídeo!













