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‘Intenção homicida’, diz MP em denúncia contra síndico acusado de matar corretora em Goiás

MP aponta emboscada, motivação torpe e histórico de ameaças contra a vítima; corpo foi encontrado mais de um mês após o crime

Cidades|Do R7, em Brasília

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Daiane foi morta na noite de 17 de dezembro de 2025 Reprodução/RECORD

A Justiça recebeu a denúncia do Ministério Público de Goiás contra o síndico Cleber Rosa de Oliveira, acusado de matar a corretora de imóveis Daiane Alves de Souza, em Caldas Novas (GO). Ele passa a responder como réu por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

Segundo a denúncia, o crime ocorreu na noite de 17 de dezembro de 2025, em uma área de mata próxima à rodovia GO-213. De acordo com o Ministério Público, Cleber agiu com “intenção homicida”, motivado por conflito com a vítima, e utilizou emboscada, meio cruel e recurso que dificultou a defesa.


As investigações apontam que Daiane e o acusado mantinham uma relação profissional anterior, já que ele administrava imóveis da família dela no condomínio onde ambos atuavam. A relação foi encerrada em novembro de 2024, quando a corretora passou a gerir diretamente os apartamentos, o que, segundo a denúncia, gerou atritos.

O documento também relata que, ao longo de 2024 e 2025, a vítima registrou diversas ocorrências contra o síndico, incluindo ameaças, perseguição, lesão corporal, difamação e interrupção de serviços essenciais em seu apartamento. Um dia antes do crime, ela denunciou o corte de energia em unidades de sua propriedade.


De acordo com o MP, no dia do crime, o acusado teria desligado o disjuntor do apartamento da vítima para atraí-la até a garagem do prédio. No local, ele teria preparado uma emboscada.

Ainda conforme a denúncia, Daiane chegou a registrar vídeos momentos antes do ataque. Ao descer até o subsolo para verificar a falta de energia, foi surpreendida pelo suspeito, que se aproximou por trás, usando luvas e com o rosto coberto.


“Denota-se que foi utilizado meio cruel, uma vez que o autor, bem mais corpulento do que a vítima, atacou-a sorrateiramente, causou-lhe lesões que provavelmente a deixaram inconsciente”, diz o documento.

Após ser atacada, a vítima foi morta com dois disparos de arma de fogo na cabeça, segundo laudos periciais. O corpo foi levado em um veículo e ocultado em uma área afastada, onde foi encontrado apenas em 28 de janeiro de 2026, já em avançado estado de decomposição.


O Ministério Público afirma que o crime teve motivação torpe, relacionada ao inconformismo do acusado com a atuação profissional da vítima no condomínio. A denúncia também aponta uso de meio cruel e de recurso que dificultou a defesa, devido à emboscada.

Cleber Rosa de Oliveira está preso e, com o recebimento da denúncia, passa a responder formalmente ao processo criminal. O Ministério Público também pediu a fixação de indenização mínima de R$ 200 mil aos familiares da vítima.

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