Investigação da PF mostra que cidade cobrava extração de madeira ilegal
Município de Centro do Guilherme (MA) permitia desmatamento
Cidades|Do R7
Uma investigação da Polícia Federal do Maranhão descobriu um esquema fraudulento de extração irregular de madeira em terras indígenas nas cidades de Maranhãozinho e Centro do Guilherme. Segundo a PF, uma quadrilha formada por políticos, policiais militares, índios e madeireiros agia há pelo menos um ano na região. Sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos nesta quinta-feira (20), nas duas cidades e também na capital, São Luís.
A Polícia Federal ainda acrescentou que o prefeito de Maranhãozinho é investigado e será indiciado. Ele já foi intimado para prestar depoimento, mas não compareceu. O prefeito e a primeira dama de Centro do Guilherme também são investigados como participantes do esquema.
A apuração da PF mostrou que a prefeitura da cidade de Centro do Guilherme cobrava uma taxa e emitia um tíquete para que caminhões pudessem entrar na Reserva Indígena Alto Turiaçu e retirar toras, que seriam vendidas em serrarias. A atividade não era autorizada pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).
Com a taxa paga, o caminhoneiro entrava na reserva. O controle era feito por guardas municipais, de acordo com a PF, armados ilegalmente e que ficavam instalados em povoados na zona rural de Maranhãozinho. O trabalho deles era supervisionado por um subtenente da Polícia Militar.
Os envolvidos podem responder pelos crimes de corrupção passiva, concussão, prevaricação, formação de quadrilha e peculato. A operação contou com 34 agentes da Polícia Federal. Em setembro, uma ação semelhante da PF já tinha acontecido para combater a exploração irregular de madeira, mas a quadrilha voltou a agir.
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