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Jovem que teve 20% do corpo queimado continua internada três meses após tragédia na boate Kiss

Além dela, outras três vítimas do incêndio ainda estão hospitalizadas

Cidades|Do R7, com Rede Record

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Incêndio deixou 241 mortos durante festa universitária
Incêndio deixou 241 mortos durante festa universitária

O pai de uma das vítimas do incêndio que atingiu a boate Kiss está em Porto Alegre há três meses, desde o dia da tragédia que deixou 241 mortos. A família de Cristina Peiter, de 23 anos, mora em Casca, no norte do Rio Grande do Sul e se hospedou na casa de amigos para acompanhar o tratamento da jovem.

Cristina foi salva por um homem que a retirou do prédio em meio às chamas. Ela teve queimaduras em 20% do corpo, principalmente nos braços e no pé direito. Ela já passou por dezenas de cirurgias para enxerto de pele e, por enquanto, não tem previsão de alta.

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Além dela, outras três vítimas do incêndio ainda estão internadas em hospitais da capital.

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A família espera que ela consiga ir embora a tempo de fazer o trabalho de conclusão do curso de engenharia florestal. A formatura está marcada para agosto.

Incêndio

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O incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, a 290 km de Porto Alegre, aconteceu na madrugada de domingo (27) e deixou 241 mortos e mais de cem feridos. O fogo começou quando a banda Gurizada Fandangueira se apresentava. Durante o show foi utilizado um sinalizador — uma espécie de fogo de artifício chamado "sputnik" — que, ao ser lançado, atingiu a espuma do isolamento acústico, no teto da boate. As chamas se alastraram em poucos minutos.

A casa noturna estava superlotada na noite da tragédia. O incêndio provocou pânico e muitos não conseguiram acessar a única saída da boate. Os proprietários do estabelecimento não tinham autorização dos bombeiros para organizar um show pirotécnico na casa noturna. O alvará da casa estava vencido desde agosto de 2012.

Esta foi considerada a segunda maior tragédia do País depois do incêndio do Grande Circo Americano, em Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro. Em 17 de dezembro de 1961, o circo pegou fogo durante uma apresentação e deixou 503 mortos.

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