Juiz nega liberdade ao pai e à madrasta de Bernardo
Na última semana, outros dois suspeitos também tiveram habeas corpus negado
Cidades|Do R7

O juiz Marcos Luís Agostini, da comarca de Três Passos, manteve a prisão preventiva do médico Leandro Boldrini e da enfermeira Graciele Ugulini, pai e madrasta do menino Bernardo Boldrini, de 11 anos, encontrado morto no dia 4 de abril deste ano. A decisão foi tomada na sexta-feira (8), e refuta o argumento das defesas, que, nos pedidos de revogação, alegaram excesso de prazo na instrução penal, destacando que, diante da complexidade do caso, o processo tem andado com celeridade.
Em outros despachos do mesmo dia, o juiz rejeitou a transferência do processo para a comarca de Frederico Westphalen, onde o corpo foi encontrado, negou o pedido de Graciele para receber a filha de um ano e quatro meses na prisão e também a restituição dos bens apreendidos do médico.
Leandro, Graciele e os irmãos Edelvânia e Evandro Wirganovicz estão presos e são réus de processo como mentores, executores e cúmplices do assassinato do garoto, desaparecido de casa, em Três Passos. Leandro e Evandro negam participação no plano.
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Graciele admite que Bernardo estava com ela quando morreu e aponta como causa ingestão acidental de medicamentos em excesso. Edelvânia admite ter ajudado a esconder o cadáver, mas não a matar o menino.
Irmãos Wirganovicz
A 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul negou o habeas corpus pedido pela defesa dos irmãos Edelvânia e Evandro Wirganovicz, presos preventivamente sob acusação de participação na morte e ocultação de cadáver do menino Bernardo Uglione Boldrini, de 11 anos. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (7), por dois votos a um no caso de Evandro e, por unanimidade, no caso de Edelvânia.
O juiz convocado Fábio Vieira Heerdt, relator dos recursos contra decisão de primeiro grau, que já havia negado a liberdade aos irmãos, entendeu que "a prisão é necessária, pelo menos neste momento processual, para garantia da ordem pública e aplicação da lei penal".














