Júri sobre morte de extrativistas deve terminar nesta quinta-feira no Pará
José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva foram mortos em maio de 2011
Cidades|Do R7, com Rede Record
Está previsto para encerrar nesta quinta-feira (4) o julgamento dos três acusados de matar o casal de extrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva, mortos em 24 de maio de 2011, no município paraense de Marabá, a 530 km de Belém. A primeira audiência ocorreu na quarta-feira (3) e vários protestos foram feitos.
Os denunciados José Rodrigues Moreira, Lindonjonson Silva Rocha e Alberto Lopes do Nascimento são julgados por um tribunal do júri pelo duplo homicídio. De acordo com a promotoria, o assassinato do casal José Cláudio e Maria do Espírito Santo foi motivado por disputa de lotes de terra onde funcionava o projeto extrativista.
Ao todo, serão ouvidas 28 testemunhas, sendo 14 de defesa e 14 de acusação.
O caso
No dia 24 de maio de 2011, José Cláudio e Maria do Espírito Santo conduziam uma moto na zona rural de Nova Ipixuna, no Pará, quando foram emboscados e alvejados por disparos de cartucheira. José Cláudio, ainda vivo, teve sua orelha arrancada.
O MP alega que a vítima vinha sendo ameaçada por José Rodrigues, que teria adquirido um lote de terra na área onde funcionava o projeto extrativista, sem conseguir, no entanto, que os posseiros desocupassem o terreno.
Os qualificadores da acusação de homicídio são motivo torpe (disputa de terras), uso de meio cruel (José Cláudio teve a orelha arrancada) e emprego de recurso que impossibilitou a defesa das vítimas (emboscada).
Defesa
Os três réus estão presos preventivamente desde setembro de 2011. No interrogatório judicial, eles negaram qualquer participação no crime. José Rodrigues argumentou que o equipamento de mergulho encontrado em sua casa pertencia a outra pessoa - próximo aos corpos do casal de extrativista, foi encontrado uma máscara de mergulho. Já Lindonjonson Silva Rocha e Alberto Lopes do Nascimento disseram que não estavam em Nova Ipixuna no dia do assassinato.










