Justiça autorizou adoção de criança supostamente abusada pelos pais antes de ela morrer
Menino de três anos foi enterrado na manhã do último sábado (12)
Cidades|Do R7
A Justiça havia determinando a suspensão do poder familiar dos pais da menino de três anos, vítima de abuso sexual e agressão em Tangará da Serra, no Mato Grosso. O pedido foi feito pelo Ministério Público Estadual.
A criança teve morte cerebral confirmada após ficar dez dias internada em um hospital de Cuiabá. Os pais do menino são suspeitos da violência. Eles estão presos no Centro de Detenção Provisória de Tangará da Serra pela prática dos delitos de tortura qualificada e estupro de vulnerável contra o próprio filho. O menino foi enterrado na manhã do último sábado (12).
Em sua decisão, a juíza havia determinado que após a alta médica, o menino deveria ser encaminhado à Casa Transitória da Criança, no município de Tangará da Serra, até a sua colocação em uma família substituta.
Criança supostamente agredida e abusada sexualmente pelos pais tem morte cerebral confirmada
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O Ministério Público ressaltou na ação que o menor foi internado com traumatismo craniano, lesão no olho direito, hematomas nos dois braços e lesões graves ocasionadas por suposto abuso sexual. O MP destacou ainda que a criança chorava muito quando estava na companhia dos pais.
Violência sexual
Um levantamento inédito do Ministério da Saúde e divulgado em maio do ano passado mostrou que, na relação de crimes, a violência sexual em crianças de 0 a 9 anos só perde para as notificações de negligência e abandono.
Ainda de acordo com o estudo, que também levou em consideração faixas etárias mais altas como de 10 a 14 anos e de 15 a 19, a maior parte das agressões acontece na residência da criança e atinge mais meninos (23%) do que meninas (21,6%).Os agressores são em sua maioria pais e outros familiares ou alguém do convívio muito próximo da criança e do adolescente, como amigos e vizinhos.
Os dados são do Sistema de Vigilância de Violências e Acidentes (Viva) do Ministério da Saúde. Eles são coletados por meio da ficha de Notificação/Investigação individual de violência doméstica, sexual e/ou outras violências e registrados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). Os profissionais de saúde devem notificar qualquer caso suspeito ou confirmado.
















