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Justiça condena dois e absolve suspeito de ordenar assassinato de casal de extrativistas no Pará

Julgamento terminou nesta quinta-feira após dois dias 

Cidades|Do R7, com Rede Record

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Julgamento durou dois dias e terminou nesta quinta-feira (4)
Julgamento durou dois dias e terminou nesta quinta-feira (4) TARSO SARRAF/ESTADÃO CONTEÚDO

Após dois dias de julgamento, a Justiça condenou dois e absolveu um dos acusados de matar o casal de extrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva, mortos em 24 de maio de 2011, no município paraense de Marabá, a 530 km de Belém.

O suspeito de ser o mandante do crime, José Rodrigues Moreira, foi absolvido. Já Lindonjonson Silva Rocha e Alberto Lopes do Nascimento, acusados pela execução, foram condenados por duplo homicídio qualificado respectivamente a 42 anos e oito meses de reclusão e a 45 anos.


De acordo com a promotoria, o assassinato do casal José Cláudio e Maria do Espírito Santo foi motivado por disputa de lotes de terra onde funcionava o projeto extrativista.

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O caso

No dia 24 de maio de 2011, José Cláudio e Maria do Espírito Santo conduziam uma moto na zona rural de Nova Ipixuna, no Pará, quando foram emboscados e alvejados por disparos de cartucheira. José Cláudio, ainda vivo, teve sua orelha arrancada.


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O MP alega que a vítima vinha sendo ameaçada por José Rodrigues, que teria adquirido um lote de terra na área onde funcionava o projeto extrativista, sem conseguir, no entanto, que os posseiros desocupassem o terreno.


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Os qualificadores da acusação de homicídio são motivo torpe (disputa de terras), uso de meio cruel (José Cláudio teve a orelha arrancada) e emprego de recurso que impossibilitou a defesa das vítimas (emboscada).

Defesa

Os três réus estavam presos preventivamente desde setembro de 2011. No interrogatório judicial, eles negaram qualquer participação no crime. José Rodrigues argumentou que o equipamento de mergulho encontrado em sua casa pertencia a outra pessoa — próximo aos corpos do casal de extrativista, foi encontrado uma máscara de mergulho. Já Lindonjonson Silva Rocha e Alberto Lopes do Nascimento disseram que não estavam em Nova Ipixuna no dia do assassinato.

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