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Justiça ouve testemunhas no caso de médica acusada de mortes em UTI no Paraná

Testemunhas de acusação prestam depoimento nesta quarta; acusados estão em liberdade

Cidades|Do R7, com Rede Record

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Médica chegou a ficar presa, mas responde processo em liberdade
Médica chegou a ficar presa, mas responde processo em liberdade

A Justiça ouve nesta quarta-feira (25) depoimentos de acusação sobre o caso da médica e ex-chefe da UTI Geral do Hospital Evangélico, em Curitiba, Virgínia Soares de Souza, 56 anos, acusada de homicídio duplamente qualificado e formação de quadrilha em conjunto com mais sete médicos e enfermeiros — todos em liberdade.

O Ministério Público convocou 19 pessoas para representar a acusação. Segundo o promotor Paulo de Lima, responsável pelo caso, não resta dúvida de que a médica usou procedimentos da medicina para antecipar a morte de pacientes.

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A defesa convidou 60 pessoas para prestar depoimento, mas a data ainda não está marcada. Os depoimentos iniciados nesta quarta-feira devem ser concluídos na quinta-feira (26). Depois disso, o juiz deve decidir se o caso irá a júri popular.

Em denúncia do Ministério Público apresentada à Justiça, eles são acusados de envolvimento nas mortes de sete pessoas que estavam na UTI, além de serem suspeitos de outras 21 mortes.

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Entenda o caso

As investigações começaram há um ano, após denúncias de funcionários do próprio hospital à ouvidoria do governo do Paraná. Virgínia foi indiciada pela polícia por homicídio qualificado, por não haver chance de defesa das vítimas.

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Gravações telefônicas feitas com autorização da Justiça mostraram conversas da médica com outros médicos e demais funcionários. A polícia entendeu, após ouvi-las, que Virgínia ordenava o desligamento de aparelhos de alguns doentes.

Virgínia trabalhava na unidade há 24 anos. Ela era casada com o chefe da UTI, Nelson Mozachi, e assumiu o cargo quando ele morreu, em 2006.

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Por meio de carta, a médica se disse vítima de ex-funcionários. O filho dela, Leonardo Marcelino, e o advogado, Elias Mattar Assad, disseram que tudo "é um grande erro da polícia" e que as denúncias “são baseadas em depoimentos e não em provas”.

Apesar de estar na UTI do hospital desde 1998 e chefiar o setor há sete anos, Virgínia não era especialista na área. Segundo a polícia, quem assinava por ela como chefe da unidade era outro médico.

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