Leis contra feminicídio: ‘Efetivação é tão importante quanto a legislação’, afirma advogada
Thaís Cremasco analisa novo plano de enfrentamento do feminicídio no Brasil: ‘Precisamos de educação e uma mudança cultural’
Cidades|Do R7, com RECORD NEWS
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O Comitê do Pacto Brasil entre os Três Poderes apresentou esta semana um plano de trabalho para o enfrentamento do feminicídio no Brasil. Um dos destaques é a realização de um mutirão nacional para o cumprimento de cerca de mil mandados de prisão contra agressores que seguem soltos em todo o país.
Em entrevista ao Conexão Record News desta sexta-feira (6), Thaís Cremasco, coordenadora do Núcleo de Violência Contra a Mulher da OAB São Paulo, analisa que esse plano tem duas questões importantes.
A primeira é o cumprimento efetivo da legislação, para trazer segurança à vítima e medo ao agressor. “Além do cumprimento desses mandados, é muito importante que a mulher possa olhar e avaliar onde está o agressor que está com a tornozeleira. Então eles vão dar uma pulseira, para que a mulher consiga entender se o agressor se aproxima ou não dela”, explica Thaís.
A advogada acrescenta: “Então, a efetivação é tão importante quanto a legislação. A gente precisa que a lei funcione e que esses homens sejam de fato punidos e as mulheres protegidas antes de que a violência escale para algo pior”.
A especialista diz que todas as mulheres que denunciam, é porque perceberam a violência, mas ela não é reconhecida pelo agressor, na maioria das vezes: “Então nós precisamos de educação e uma mudança cultural para que esses homens também se percebam”, finaliza.
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