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MA: "A barbárie poderia ter sido evitada", diz representante da OAB após morte de presos

Motim em cadeia começou após a saída dos detentos de um pavilhão para uma inspeção

Cidades|Com EFE

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Detentos saíram de um pavilhão para inspeção e motim começou
Detentos saíram de um pavilhão para inspeção e motim começou

Um motim provocado por um conflito entre grupos rivais no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, no Maranhão, deixou pelo menos 9 detentos mortos e cerca de 20 feridos na noite desta quarta-feira (9), segundo um comunicado do governo estadual.

A ordem para a entrada da tropa de choque da PM foi expedida pela governadora Roseana Sarney (PMDB) pouco mais de uma hora após ter sido iniciada a rebelião. O representante da Comissão de Direitos Humanos da OAB de São Luís, Diogo Cabral, afirmou que se a intervenção tivesse sido mais rápida "a barbárie poderia ter sido evitada".


Os presos teriam tomado dois pavilhões, serrado celas para liberar outros sentenciados, num provável confronto de facções criminosas, armados de pistolas e bombas caseiras, segundo informou a Sejap (Secretaria de Estado e Justiça de Administração Penitenciária).

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Em nota oficial, o governo do Estado afirma que a confusão teria se dado em consequência da guerra de facções no presídio e do desmonte do bando conhecido como "Bonde dos 40", um dos maiores do Estado, com a prisão de 16 integrantes nesta semana em ação da polícia em São Luís. A Sejap informou, também em nota, que já foram iniciadas as investigações para apurar as causas do motim.

Na noite desta quarta-feira (9), as autoridades do Estado haviam informado que 13 presos foram mortos. No entanto, na manhã desta quinta-feira (10), o governo do Maranhão rebaixou o número para nove, porque algumas vítimas haviam sido contadas duas vezes. 

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