Cidades Mãe de Miguel faz campanha para acelerar processo na Justiça

Mãe de Miguel faz campanha para acelerar processo na Justiça

Mirtes Renata postou vídeo em suas redes sociais pedindo para Justiça marcar audiência de instrução no julgamento de Sari Corte Real, sua ex-patroa

  • Cidades | Do R7

Mirtes Renata, mãe do menino Miguel Silva, abriu uma campanha por meio de suas redes sociais para pressionar a Justiça de Pernambuco a agilizar o processo que apura a culpa de Sari Corte Real no episódio que terminou com a morte da criança depois de cair de uma altura do nono andar de um prédio na cidade de Recife (PE). 

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"O juiz já liberou para que a data de audiência de instrução fosse marcada. O pessoal da secretaria [do Tribunal de Justiça de Pernambuco] não marcou ainda.
É algo preocupante", disse em vídeo no qual também pediu para seus seguidores enviarem e-mails ao órgão para repetir o pedido da mãe. 

Sari Corte Real já é ré em processo na Justiça por abandono de incapaz com resultado de morte desde a metade de julho. A morte ocorreu no início de junho. Procurado pelo R7, o TJ-PE não respondeu até a publicação desta matéria.

Imagens mostraram Miguel entrando sozinho no elevador do prédio, sem acompanhante

Imagens mostraram Miguel entrando sozinho no elevador do prédio, sem acompanhante

Reprodução

O caso

Um menino de cinco anos morreu após cair do nono andar de um prédio em um condomínio de luxo no centro do Recife, em Pernambuco. A patroa da criança, Sari Corte Real, foi detida, mas pagou fiança de R$ 20 mil para responder ao processo em liberdade por homicídio culposo.

Miguel Otávio Santana da Silva é filho de uma empregada doméstica que trabalha na casa do prefeito de Tamandaré, cidade no litoral sul do estado. Sem aula por causa da pandemia, ele teve de acompanhar a mãe ao trabalho, em um apartamento no quinto andar do prédio.
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A doméstica precisou sair para passear com o cachorro da família e deixou o filho com a patroa. O menino tentou ir atrás. Imagens de câmeras de segurança mostram o menino dentro do elevador e a primeira-dama, que é a patroa da doméstica, apertando o botão do nono andar e deixando que a porta do elevador se fechasse com o garoto, sozinho, dentro.

Ao chegar ao nono andar, ele teria se debruçado em um parapeito, e em seguida, se desequilibrou e caiu. De acordo com o delegado responsável pelo caso, a patroa da mãe da criança agiu com negligência.

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