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Mãe suspeita de matar filha em SC sofria de depressão, diz polícia

Mulher está desaparecida desde o dia em que o corpo da menina de sete anos foi encontrado

Cidades|Fernando Mellis, do R7

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Corpo de Carol foi encontrado em uma caixa no quarto da casa onde morava
Corpo de Carol foi encontrado em uma caixa no quarto da casa onde morava

“Uma incógnita muito grande”. É assim que o delegado Rubem Teston descreve a investigação do assassinato da menina Carol Seidler Calegari, de sete anos. Há fortes indícios de que a mãe tenha cometido o crime, mas Silvana Seidler, de 48 anos, não foi mais vista desde a data da morte. Testemunhas ouvidas pela polícia indicam que ela sofria de depressão, segundo o delegado.

— Na verdade, a informação que nos chegou, por familiares e amigos, é que ela realmente estava enfrentando um quadro que seria de depressão. Tudo isso nós estamos vendo ainda com muito cuidado, porque não se pode, a despeito de se rotular com base em uma doença, e deixar impune uma questão que envolve um crime.


A depressão teria sido percebida por pessoas próximas a Silvana há cerca de dez meses, quando ela se separou do pai da menina. A mãe continuou morando com Carol e com outro filho, mais velho, de outro casamento.

Na última segunda-feira (22), ela avisou para os parentes que Carol havia sumido da frente de casa. À noite, foi à delegacia com o pai da criança, para registrar um boletim do desaparecimento. Mas ela não chegou a concluir o procedimento, foi embora e está até agora sem dar sinal de vida, segundo a polícia.


Três horas depois do sumiço da mãe, policiais encontraram o corpo da criança, na casa onde ela morava com Silvana, dentro de uma caixa em um quarto. Um parecer preliminar do legista indica que a menina teria sofrido esganadura.

Teston deixa claro que ainda não é possível apontar a mãe como autora do crime. Porém diz que, hoje, “é a linha de investigação mais provável”. O desaparecimento da mãe também intriga a polícia.


— Ela desapareceu sem carro, a princípio, sem o suporte financeiro. Com relação a familiares e amigos próximos, estão todos contribuindo com a investigação. Ninguém deixou a cidade. É uma incógnita muito grande, que nos traz uma grande dúvida, que nós esperamos nos próximos dias, com o auxílio da sociedade, chegar ao paradeiro dela.

Delegado diz ter fortes indícios de que mãe assassinou menina de sete anos em SC


Criança era bem tratada

Desde que começou o inquérito, o delegado já ouviu dezenas de pessoas próximas de Carol e da mãe. Ele chegou à conclusão de que, ao que tudo indica, a menina era bem tratada por Silvana.

— Pelas fotos da família que a gente vê, aniversários, festas, tudo o que vinha a público não demonstra algum comportamento suspeito. Ela era uma criança que aparentava ter uma atitude normal, uma vida normal. Era bem tratada, bem cuidada.

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