Logo R7.com
RecordPlus
Notícias R7 – Brasil, mundo, saúde, política, empregos e mais

Mais da metade das grandes cidades investe menos de R$ 100 por habitante em saneamento

Valor é inferior ao necessário para universalizar os serviços até 2033, segundo ranking do Instituto Trata Brasil

Cidades|Clarissa Lemgruber, do R7, em Brasília

  • Google News

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Mais da metade das 100 maiores cidades do Brasil investe menos de R$ 100 por habitante em saneamento básico.
  • O valor está abaixo da média necessária de R$ 225 por habitante para garantir o acesso universal até 2033.
  • Praia Grande (SP) lidera com o maior investimento, enquanto Rio Branco (AC) apresenta o menor valor por habitante.
  • A desigualdade regional é evidente, com cidades no Sudeste e Sul apresentando melhores índices de investimento em comparação com o Norte e Nordeste.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Na média, os 100 maiores municípios investiram R$ 135,89 por habitante em 2024 Agência Brasil - Arquivo

Mais da metade dos 100 municípios mais populosos do país investe menos de R$ 100 por habitante em saneamento básico, valor inferior ao necessário para a universalização dos serviços até 2033. Os dados fazem parte do Ranking do Saneamento 2026, divulgado pelo Instituto Trata Brasil.

De acordo com o levantamento, 51 cidades registraram investimento abaixo desse patamar em 2024. O valor está distante da média de R$ 225 por habitante estimada pelo Plano Nacional de Saneamento Básico como necessária para garantir o acesso universal à água tratada e à coleta e tratamento de esgoto.


Na média, os 100 maiores municípios investiram R$ 135,89 por habitante no período. Ainda assim, apenas 17 cidades superaram o nível de R$ 200 por habitante, considerado mais próximo do ideal, sendo que 10 ultrapassaram esse patamar com maior folga.

O maior investimento por habitante em 2024 foi registrado em Praia Grande (SP), com R$ 572,87. Na outra ponta, Rio Branco (AC) apresentou o menor valor, com apenas R$ 8,99 por habitante.


Leia mais

Desigualdade regional

Os dados do ranking também evidenciam a desigualdade regional no acesso e nos investimentos em saneamento básico. Entre os 20 municípios mais bem colocados, nove estão no estado de São Paulo, seis no Paraná, dois em Goiás, dois em Minas Gerais e um no Rio de Janeiro, indicando maior concentração de cidades com bons indicadores nas regiões Sudeste e Sul.

Na outra ponta, os 20 piores municípios estão mais distribuídos nas regiões Norte e Nordeste. Quatro estão no Rio de Janeiro, quatro no Pará e três em Pernambuco, além de cidades de outras unidades da federação.


Entre eles, sete são capitais estaduais, como Maceió (AL), Manaus (AM), São Luís (MA), Belém (PA), Rio Branco (AC), Macapá (AP) e Porto Velho (RO).

A diferença nos investimentos também aparece quando se comparam os municípios com melhor e pior desempenho no ranking. Entre 2020 e 2024, os 20 mais bem colocados investiram, em média, R$ 176,17 por habitante por ano. Já os 20 piores registraram média de R$ 77,58 por habitante — cerca de 65% abaixo do necessário para a universalização.


O levantamento mostra que o volume de recursos está diretamente relacionado aos indicadores de atendimento. Enquanto os municípios mais bem posicionados apresentam níveis próximos da universalização, os piores enfrentam dificuldades para ampliar o acesso à água e ao esgotamento sanitário dentro das metas previstas.

O ranking considera dados do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico, com ano-base de 2024, e avalia indicadores como nível de atendimento, melhoria do serviço e eficiência operacional nos municípios.

Search Box

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.