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Médicos do PR suspendem atendimento a planos de saúde por 15 dias

Durante o período, atendimentos de urgência e emergência não serão prejudicados

Cidades|Do R7

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Os médicos do Paraná que atendem por planos de saúde vão suspender o atendimento por 15 dias. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (8) pela AMP (Associação Médica do Paraná) com base em apelo da Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa do Estado. A paralisação está programada para começar na próxima segunda-feira (12) e deve se estender até o dia 26 de novembro.

A paralisação acontece, informa a entidade, porque as negociações individuais e coletivas com os planos de saúde não surtiram o efeito que os médicos desejavam. Os médicos pedem a regularização dos contratos com relação a jornada de trabalho, prazos, reajustes anuais e outros termos de acordo com as regras da ANS (Agência Nacional de Saúde).


Durante os 15 dias de paralisação, os atendimentos de urgência e emergência não sofrerão alterações. Os demais serão paralisados durante esse período. A associação informa que os pacientes de médicos que aderirem o movimento terão as consultas e procedimentos reagendados para depois do dia 27 de novembro.

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À exceção à paralisação são as operadoras, apenas a fundação Copel e a fundação Sanepar não terão os serviços alterados, já que os médicos aceitaram os valores e termos negociados, assim como nas Unimeds, cuja negociação será feita nas assembleias dos cooperados.

A associação informa, em nota, que o movimento é nacional e que em 21 Estados, a paralisação aconteceu em outubro. De acordo com o presidente da AMP, João Carlos Baracho, a condução no Paraná foi feita de forma diferente – com o apoio da Comissão de Defesa do Consumidor, os médicos teriam tentado evitar a paralisação até quando foi possível.


“Mas a comissão teve das operadoras as mesmas respostas que estamos recebendo há anos, de intransigência e má vontade para negociar. Enquanto as operadoras acumulam lucros volumosos, o médico [...] só vê sua condição de trabalho piorando, e isso prejudica a qualidade do atendimento ao usuário”, lamenta Baracho, em comunicado publicado no site da entidade.

A associação diz que o honorário médico está sendo utilizado como ferramenta de gestão das operadoras para aumentarem seus lucros. “Com reajustes limitados pela ANS, as operadoras estão diminuindo gastos com o usuário e com o médico, limitando ou dificultando o acesso a exames e procedimentos, e achatando a remuneração dos profissionais.”

A Abramge (Associação Brasileira de Medicina de Grupo) e a Fenasaúde (Federação Nacional de Saúde Suplmentar) informam, por meio de ofício, que não vão negociar coletivamente com as entidades médicas. A classe médica entende que as operadoras que não se manifestaram individualmente acolheram a posição de suas representantes.

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