Medidas de adaptação: entenda como as cidades podem evitar novos desastres naturais
Dados do Adapta Brasil mostram que o município de Juiz de Fora recebeu 24 alertas da Defesa Civil em 2025
Cidades|Do R7, com RECORD NEWS
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Em meio à tragédia que abala a região de Juiz de Fora (MG) após fortes chuvas, um questionamento é feito sobre as medidas que devem ser empregadas para evitar a repetição de episódios como este tanto em Minas Gerais quanto pelo Brasil. Dados da Adapta Brasil, ferramenta do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, revelam que, ao todo, 2.600 cidades possuem alto risco de deslizamentos de terra, alagamentos e secas. Juiz de Fora, por exemplo, recebeu 24 alertas da Defesa Civil em 2025.
“Se o problema é conhecido, a gente tem que montar planos anuais, semestrais, de acordo com a periodicidade desses eventos, para a gente poder ver ações práticas para evitar que essas consequências aconteçam”, avalia o pesquisador do núcleo de estudos avançados em transição energética da FGV (Fundação Getúlio Vargas) Direito do Rio de Janeiro, Luiz César Lopes.
Lopes explica que, para lidar com as mudanças climáticas, há dois tipos de medidas: de adaptação e de mitigação. As medidas de adaptação são aquelas que estão mais ao alcance dos municípios. Os planos anuais e semestrais que ele citou são exemplos dessas ações. Mas há outras possíveis.
“Identificações claras e diárias de risco. É uma dificuldade que a gente vê. Muitas vezes órgãos públicos sabem que essas regiões são problemáticas, já aconteciam tragédias e se voltam para aqueles locais. A gente também precisa de uma integração maior dos órgãos de fiscalização. A gente pensa em Ministério Público e Defesa Civil. Não dá para a gente ter um problema, como acontece, infelizmente, e isso fica se repetindo todo ano”, acrescenta.
Ele cita o exemplo dos deslizamentos da região serrana no Rio de Janeiro e uma possível solução: “A prefeitura tem que tomar uma medida para isolar os moradores através de construção de outras casas, moradias temporárias”.
César destaca ainda o papel que o governo federal e os representantes estaduais e municipais possuem em elaborar políticas climáticas. Ele argumenta que o custo de se preservar tais medidas é infinitamente menor do que o sofrimento pelo qual as vítimas são obrigadas a passar.
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