Ministério Público denuncia oito bombeiros no caso da boate Kiss
Eles deverão ser julgados na Justiça Militar por falsidade ideológica e inobservância de lei
Cidades|Do R7

O Ministério Público do Rio Grande do Sul denunciou nesta segunda-feira (19) oito bombeiros por falhas relacionadas à tragédia da boate Kiss. Nenhum deles foi acusado por ações que resultaram na morte de 242 pessoas durante o incêndio, na madrugada de 27 de janeiro, ou posteriormente, em hospitais.
Todos deverão ser julgados pela Justiça Militar de Santa Maria. Três responderão por falsidade ideológica e cinco por inobservância da lei em processos administrativos e na fiscalização da casa noturna.
A Promotoria entendeu que os três denunciados por falsidade ideológica inseriram informações falsas nos planos de prevenção de incêndio da boate Kiss. O ex-comandante regional do Corpo de Bombeiros, Moisés da Silva Fuchs, vai responder pelo crime de prevaricação, que é o uso do cargo público em interesse próprio.
O Ministério Público também pediu que todos os planos de prevenção contra incêndio aprovados pelos bombeiros sejam revisados, de acordo com o promotor César Augusto Carlan.
— É um sistema muito falho, tem que fazer uma série de análises.
O promotor Joel Dutra também informou que a Brigada Militar vai instaurar dois inquéritos, um deles para investigar a falta de equipamentos no dia do incêndio.
— Mas como pode eles não terem aplicado os R$ 800 mil arrecadados na compra desses equipamentos.














