O MP-SP (Ministério Público de São Paulo) investiga ao menos 30 denúncias, recebidas em somente dois dias, de pessoas que teriam fulado a fila de prioridades para receber a vacina contra a covid-19, em Campinas. O número de ocorrências causou tumulto e interrompeu o serviço de imunização na cidade. Uma das acusações, recebida pelo sindicato dos trabalhadores da Unicamp, é contra uma integrante da reitoria da universidade. Uma plantonista que não teria contato permanente com pacientes e não estaria inserida na lista de funcionários da linha de frente de combate à pandemia. Segundo a direção da Unicamp se manifestou, a profissional citada faz parte do grupo que precisa do medicamento. Mas, segundo o sindicato, ela não estava na relação de funcionários da universidade que seriam imunizados. O sindicato dos trabalhadores da Unicamp apura também outras duas denúncias: uma médica do HC da Unicamp é suspeita de ter levado para a sua casa duas doses da vacina para aplicar no filho e outro funcionário, que está afastado, teria encaminhado a mãe para tomar o imunizante.