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OAB-SC pede que advogados presos por suspeita de envolvimento com crime sejam transferidos

Entidade quer que eles sejam levados a quartéis da Polícia Militar 

Cidades|Do R7

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A maioria dos presos é suspeita de levar recados de presos para fora das cadeias e organizar onda de ataques no Estado
A maioria dos presos é suspeita de levar recados de presos para fora das cadeias e organizar onda de ataques no Estado PETRA MAFALDA/ESTADÃO CONTEÚDO

A OAB-SC (Ordem dos Advogados do Brasil em Santa Catarina) pediu à Polícia Militar, no domingo (17), que os advogados presos por suspeita de envolvimento com facções criminosas no Estado sejam transferidos para celas em batalhões da corporação até que sejam julgados.

Em ofício encaminhado ao comandante da PM, coronel Nazareno Marcineiro, o presidente da OAB-SC, Tullo Cavallazi Filho, e outros membros da entidade pediram que eles sejam colocados em celas de Estado Maior, conforme determinação do Estatuto da Advocacia.


Três ônibus são incendiados e sobe para 36 o número de cidades atacadas em SC

Os advogados Simone Gonçalves Vissoto, Gustavo Gasparino Becker, Francine Bruggemann e João de Souza foram presos em uma operação da Polícia Civil na madrugada de sábado (16) em 12 cidades catarinenses. Além deles, outros 21 suspeitos de envolvimento com o crime foram para a cadeia. Um quinto advogado preso não teve o nome divulgado.


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A polícia diz ter apreendido com Gustavo e Francine, na cidade de São José, cartas de presos integrantes de facções criminosas. Simone Vissoto é, segundo a polícia, suspeita de ser mensageira dos presos.


A OAB afirmou que acompanhou as prisões dos advogados. Cavallazi Filho tem mantido contato com o comandante da PM e com o diretor do Deap (Departamento de Administração Prisional). Ele informou que os dois aguardam a disponibilização das celas especiais para que os advogados sejam transferidos.

Medidas contra o crime


A operação ocorreu no momento em que Santa Catarina transferiu 40 presos das penitenciárias do Estado para presídios federais de segurança máxima. Também no sábado, o Estado iniciou a Operação Divisa, que busca intensificar a entrada e saída de armas pelas fronteiras de Santa Catarina. A operação envolve os órgãos Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Receita Federal, Polícia Ambiental Federal, Polícia Ambiental Estadual, Polícia Militar Rodoviária do Estado e Polícia Civil de Santa Catarina, além do Conselho Estadual de Combate à Pirataria.

Santa Catarina transfere 40 detentos para presídios federais de segurança máxima

A Força Nacional de Segurança Pública, recém-chegada a Santa Catarina e sob o comando da Polícia Militar do Estado, vem dando suporte para a realização das ações.

De acordo com a assessoria do governo catarinense, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, prometeu ainda enviar um grupo da Frente Nacional de Defensores Públicos para avaliar a condição de cada uma dos presos do sistema penitenciário catarinense, em um prazo máximo de 30 dias.

Eles vão procurar, por exemplo, detentos que já tenham a pena cumprida e continuam presos ou outras irregularidades para corrigir distorções. O governo catarinense também se comprometeu a agregar advogados pagos com recursos do Estado.

Onda de ataques

Santa Catarina vive a segunda onda de violência dos últimos meses. A primeira foi em novembro do ano passado. Os novos ataques começaram no dia 30 de janeiro. O Estado voltou a registrar ônibus, viaturas das polícias Militar e Civil, e veículos particulares incendiados. Bases da PM e delegacias também foram atacadas com tiros ou coquetéis molotovs.

O número de cidades em Santa Catarina que registraram ataques supostamente feitos por uma facção que atua no Estado já supera o verificado em 2012, ano em que a série de atentados começou. Até a noite desta segunda-feira, já eram contabilizadas 111 ocorrências.

As ocorrências foram registradas em 36 municípios: Florianópolis, Blumenau, Criciúma, Itajaí, Navegantes, Palhoça, Camboriú, São Francisco do Sul, Tubarão, Laguna, Araquari, Indaial, Brusque, São João Batista, Rio do Sul, São Miguel do Oeste, Içara, Joinville, Gaspar, São José, Ilhota, Balneário Camboriú, Jaraguá do Sul, Maracajá, Chapecó, Bom Retiro, Garuva, São Bento do Sul, Porto União, Imbituba, Guaramirim e Campos Novos, Balneário Rincão, Itapoá, Água Doce e Rio Negrinho.

O motivo teria relação com maus-tratos a detentos, assim como aconteceu em novembro. Um vídeo gravado em um presídio de Joinville mostrou presos sendo torturados por agentes penitenciários.

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