Ocupe Estelita: ativistas acampam em frente à casa de prefeito do Recife para protestar contra lei
Grupo, que está no local desde ontem, quer mesa de negociação com administração municipal
Cidades|Do R7, com Estadão Conteúdo

Cerca de 200 manifestantes passaram a madrugada desta sexta-feira (8) acampados em frente ao edifício onde mora o prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), no bairro da Torre, zona oeste da capital pernambucana.
Integrantes do movimento #OcupeEstelita protestam contra o Projeto de Lei 08/2015, que regulamenta plano urbanístico específico para o Cais José Estelita, Santa Rita e Cabanga, área localizada no centro histórico da cidade. A sanção da lei pelo chefe do Executivo Municipal nesta terça-feira (5), no dia seguinte à aprovação do projeto na Câmara Municipal, deu carta branca para o início do Projeto Novo Recife, liberando a construção de 13 prédios residenciais e comerciais com até 38 andares. O plano urbanístico é alvo de críticas por parte dos ativistas.
Um ato foi realizado na terça (5) e um segundo protesto, que terminou com a ocupação em frente ao prédio, aconteceu nesta quinta-feira (7). A manifestação foi pacífica e não foram registrados confrontos entre ativistas e policiais militares.
Recife: manifestantes voltam a acampar no Cais Estelita
Lideranças do movimento afirmam que a ocupação acontecerá por tempo indeterminado. Na página do #OcupeEstelita no Facebook, os ativistas explicaram porque decidiram acampar em frente ao imóvel de Geraldo Julio: “Quando são fechadas as vias de diálogo, não resta opção que não ocupar e resistir! Trazemos para a casa do prefeito a revolta contra a destruição do Cais José Estelita e a venda da cidade do Recife às construtoras”.
Eles reivindicam a revogação imediata da lei que, na avaliação do grupo, foi aprovada de forma ilegal, e que seja instaurada, sob mediação do Ministério Público, para a revisão do processo e do projeto.
Em nota publicada no último dia 5, a prefeitura afirmou que o projeto de lei “encerra um processo de amplo debate com os diferentes segmentos da sociedade” e que durante 42 dias, ele foi foi discutido em audiência pública e em quatro comissões temáticas, “todas concluindo os pareceres favoráveis que habilitaram o processo de votação em plenário”.

Na descrição de sua página na rede social, o #OcupeEstelita se apresenta como um movimento que “luta há três anos contra um modelo de desenvolvimento urbano guiado apenas por interesses econômicos, que destrói a identidade de nossa cidade e promove uma ideia ultrapassada de progresso e modernização”.












