Logo R7.com
RecordPlus
Notícias R7 – Brasil, mundo, saúde, política, empregos e mais

Padrasto suspeito de espancar criança até a morte no ES já teria tentado matar a vítima

Pequena Kessily foi vítima de maus tratos; menina não resistiu aos ferimentos na sexta-feira

Cidades|Do R7, com Rede Record

  • Google News
Padrasto foi preso na última sexta-feira (25)
Padrasto foi preso na última sexta-feira (25)

O padrasto preso na sexta-feira (25) suspeito de espancar a enteada até a morte na cidade de Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo, já teria tentado matar a vítima quando ela nasceu.

Deidiane Oliveira Vieira, e o companheiro, Paulo Nathan dos Santos Escramozino, viviam juntos no município de Jerônimo Monteiro (ES) quando a mulher estava grávida da pequena Kessily Vieira Silva. Ao Conselho Tutelar, ela contou que sofria muitas agressões do companheiro na época, e que ele tentou matar a filha depois do nascimento. Há dois meses, ele foi preso por tentar matar Kessily. Nesse mesmo tempo, de dois meses, ela se mudou para Cachoeiro de Itapemirim e foi morar embaixo da casa da mãe e do padrasto.


“A criança nunca apresentou sinais de agressão. Nunca notamos nada de diferente. Ela ficava mais em nossa casa do que na casa da mãe. Não conhecemos esse cara. A Deidiane apareceu lá com ele e já foram morar juntos”, explica o padrasto.

Caso


A pequena Kessily Vieira da Silva, completou dois anos no último dia 11. Ela foi levada pela mãe até o HIFA (Hospital Infantil Francisco de Assis) na noite de quinta-feira (24). Com lesões graves pelo corpo e vomitando sangue, foi encaminhada para a UTI (Unidade de Tratamento Intensivo). O hospital acionou o Conselho Tutelar, que acompanhou todo o caso.

Além dos hematomas, ela apresentava marcas de mordida no pescoço. Ao ser questionada pela conselheira, Deidiane contou que ela tinha sido mordida por outra criança, mas a marca era de uma mordida adulta. Ela contou três versões. Disse que teria saído para trabalhar e tinha deixado a filha sob os cuidados de parentes.


“Ela estava fria o tempo todo. Perguntei o que ela estava sentindo em ver a filha naquele estado, e ela disse que não podia fazer nada, como se fosse qualquer outra criança. Ela disse que foi agredida durante toda a gravidez pelo pai biológico, que está preso, mas não demonstrou sentimento de tristeza”, comenta a conselheira Elizabeth de Oliveira.

Ela foi levada para a Delegacia para prestar esclarecimentos, e avisou o companheiro, que não foi localizado pela polícia na manhã seguinte. À noite, ele foi até a delegacia prestar esclarecimentos e foi preso.


Mãe já havia sido presa

Deidiane é mãe de outros três filhos, sendo dois deles, gêmeos com deficiência. Eles moram com o pai na cidade de Macaé, no Rio de Janeiro. Familiares contaram que ela tem pouco contato com os filhos, que só moram com o pai pela facilidade de atendimento médico na cidade do norte fluminense. Outro filho, também mais velho que Kessily, mora com o pai em Cachoeiro de Itapemirim. Por morar na mesma cidade, a mãe tem mais contato com a criança.

O padrasto de Deidiane contou que ela morou por um período em Jerônimo Monteiro, mas sua família sabia pouco sobre sua vida. “Ela evitava ter muito contato conosco. Quando íamos falar, ela dizia que ninguém tinha nada com a vida dela. Então, ficávamos no nosso canto, mas nunca deixamos de cuidar e dar amor para a Kessily”, conta.

Uma prima, que não quis se identificar, contou que Deidiane arrumava muita confusão e chegou a ser presa por atear fogo em um ônibus no ano passado. “Ela é barraqueira. Tudo tem que ser do jeito dela. Ela colocou fogo no ônibus porque o motorista não quis esperar por ela. Por isso, ninguém se mete na vida dela, porque ela gosta de confusão, mas para defender a filha que tinha sido agredida por aquela monstro, ela não quis arrumar confusão”, completa.

Criança morreu vítimas de maus tratos
Criança morreu vítimas de maus tratos

Padrasto e mãe são presos

A mãe da criança e o companheiro foram presos pelo crime de maus tratos, seguido de morte. Segundo o delegado Augusto Lago, responsável pelas investigações, a Justiça decretou a prisão da mãe e do padrasto e eles foram presos na noite desta sexta-feira, enquanto prestavam esclarecimentos sobre o caso na delegacia.

Depois de três versões dadas à polícia para proteger o companheiro, Deidiane disse que tinha saído de casa e deixado a filha com Paulo, que acabou confessando as agressões contra a criança.

“Ela era uma à toa. Não trabalhava e nem cuidava da filha, e ainda por cima, ficou defendendo esse criminoso. Ela é tão culpada quanto ele, pois ela sabia das agressões e não denunciou. Se o hospital não acionasse o Conselho Tutelar, ninguém ia ficar sabendo disso”, ressalta uma prima de Deidiane, que prefere não se identificar.

Por volta das 13 horas, o casal foi levado da Delegacia Regional para exames no SML de Cachoeiro e sem seguida, Paulo foi levado para o Centro de Detenção Provisória, e a mãe foi encaminhada ao Presídio Regional Feminino, também em Cachoeiro de Itapemirim, onde ficarão presos.

Velório

O sentimento entre os familiares da pequena Kessily Vieira Silva, de apenas dois anos, que morreu após sofrer agressões do padrasto, na noite da última sexta-feira (25), é de revolta.

“Quero que eles apodreçam na cadeia. Eles vão ter que pagar pelo que fizeram com a nossa pequena”, disse Luzia, tia da mãe da criança, Deidiane Oliveira Vieira, 26 anos, que foi presa junto com o companheiro, Paulo Nathan dos Santos Escramozino, de 20 anos.

O corpo da criança deu entrada no SML (Serviço Médico Legal) de Cachoeiro de Itapemirim no fim da manhã desta sexta-feira (25), mas só foi liberado no início desta tarde (26) para o velório, que aconteceu no cemitério municipal do bairro Coronel Borges.

O laudo provisório aponta que a morte da criança foi causada pelas agressões sofridas no dia anterior.

Velório da pequena Kessily aconteceu na tarde de sábado (26)
Velório da pequena Kessily aconteceu na tarde de sábado (26)

“Tentaram jogar a culpa em mim. Quase fui preso sem saber de nada. A Deidiane falou que deixou a menina comigo para trabalhar, mas não deixou. Tive que prestar depoimento na delegacia por causa disso. Agora, a verdade apareceu e ela vai ter que pagar por esse crime. Uma criança inocente e indefesa morrer dessa forma é revoltante”, disse o esposo de uma prima de Deidiane, que preferiu não se identificar.

Amigos e familiares da criança acompanharam o velório, que durou menos de três horas. Emocionados, eles permaneceram em pé ao lado do caixão. “Ela está com o rostinho todo machucado. Uma menina tão linda e o que estamos vendo agora nem se parece com aquela criança cheia de energia e sempre alegre. Estamos chocados com tamanha brutalidade e crueldade desses dois”, ressalta Roseli Almeida, vizinha da família.

Muito abalada, a mãe de Deidiane não conseguiu acompanhar o velório e o sepultamento da neta.

Leia mais notícias sobre R7 Cidades

Experimente: todos os programas da Record na íntegra no R7 Play

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.