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Parentes de vítimas do incêndio na Kiss iniciam vigília de 241 dias em Santa Maria

Posto de atendimento foi montado na praça da cidade para apoio emocional

Cidades|Do R7, com Rede Record

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Associação quer cadastrar 100% dos envolvidos em tragédia
Associação quer cadastrar 100% dos envolvidos em tragédia STRINGER/BRAZIL/REUTERS

Familiares das vítimas do incêndio na boate Kiss, em Santa Maria (RS), iniciaram uma vigília de 241 dias nesta terça-feira (2). Os parentes da Associação de Famílias de Vítimas de Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria montaram um ponto de atendimento na praça central da cidade para apoio emocional.

Os participantes da associação devem se revezar para o atendimento. Segundo o presidente da entidade, Adherbal Alves Ferreira, o objetivo é cadastrar todos os familiares dos mortos e sobreviventes da tragédia, além de prestar o apoio psicológico. Ele informou que somente cerca de 60% dos envolvidos fizeram o registro na associação até agora.


A vigília começou no mesmo dia em que o Ministério Público do Rio Grande do Sul deve se pronunciar sobre as denúncias envolvendo o incêndio na boate.

A Polícia Civil responsabilizou 28 pessoas pelo incêndio, sendo que 16 foram indiciadas por homicídio doloso. O Ministério Público pode oferecer a denúncia contra os envolvidos citados pela polícia e também acrescentar novos nomes, ou sugerir novas investigações.


Os promotores David Medina, Joel Oliveira Dutra e Maurício Trevisan trabalharam durante todo o feriado de Páscoa e são os responsáveis pelas denúncias. O inquérito tem mais de 13 mil páginas, divididas em 52 volumes.

Segundo exames do IGP (Instituto Geral de Perícia), as 241 mortes aconteceram pela inalação de dióxido de carbono com cianeto, provocada pela queima da forração acústica da casa noturna. O incêndio na boate Kiss aconteceu no dia 27 de janeiro.


Polícia indicia 16 pessoas em inquérito sobre incêndio na boate Kiss

Entenda o caso


O incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, a 290 km de Porto Alegre, aconteceu na madrugada do dia 27 de janeiro e deixou 241 mortos e mais de cem feridos. O público participava de uma festa organizada por estudantes da UFSM (Universidade Federal de Santa Maria). O fogo teria começado quando a banda Gurizada Fandangueira se apresentava. Segundo testemunhas, durante o show foi utilizado um sinalizador — uma espécie de fogo de artifício chamado "sputnik" — que, ao ser lançado, atingiu a espuma do isolamento acústico, no teto da boate. As chamas se alastraram em poucos minutos.

A casa noturna estava superlotada na noite da tragédia, segundo o Corpo de Bombeiros. O incêndio provocou pânico e muitos não conseguiram acessar a única saída da boate. Os proprietários do estabelecimento não tinham autorização dos bombeiros para organizar um show pirotécnico na casa noturna. O alvará da casa estava vencido desde agosto de 2012.

Esta é considerada a segunda maior tragédia do País depois do incêndio do Grande Circo Americano, em Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro. Em 17 de dezembro de 1961, o circo pegou fogo durante uma apresentação e deixou 503 mortos.

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