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CEO do Grupo Fictor é alvo de operação da PF contra fraude de R$ 500 milhões na Caixa

Esquema de estelionato e lavagem de dinheiro envolveu táticas de infiltração que permitiu saques ilegais no banco, segundo apuração

Cidades|Bruna Pauxis, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Polícia Federal deflagrou a Operação Fallax contra fraude de R$ 500 milhões na Caixa Econômica Federal.
  • Um grupo criminoso cooptava funcionários para facilitar saques e transferências ilegais utilizando dados falsos.
  • Os criminosos ocultavam os recursos desviados em empresas de fachada e convertiam em criptoativos e bens de luxo.
  • A operação resultou em 43 mandados de busca, 21 prisões e bloqueio de R$ 47 milhões em bens.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Justiça Federal emitiu 21 mandados de prisão preventiva, bem como 43 de busca e apreensão PF/Reprodução - 25.03.2026

A PF (Polícia Federal) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (25), a Operação Fallax, contra uma quadrilha em que estaria envolvido o CEO do Grupo Fictor, Rafael Góis, além de Luiz Rubini, ex-sócio da companhia. Os dois são suspeitos de integrar um esquema de fraudes bancárias contra a Caixa Econômica Federal, que teria levado a mais de R$ 500 milhões em transferências ilegais.

A PF detalhou que os criminosos cooptavam funcionários do banco público para facilitar o acesso aos sistemas da instituição financeira. Com essa ajuda, a quadrilha teria inserido dados falsos em computadores, para efetuar saques e transferências ilegais.


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O Grupo Fictor ficou conhecido por tentar comprar o Master, em novembro de 2025, antes de o Banco Central decretar a liquidação extrajudicial da instituição financeira e depois de o BRB (Banco de Brasília) ter essa operação rejeitada pela autarquia federal. No início de fevereiro último, a companhia pediu recuperação judicial.

A atuação do grupo ocorria por meio de um sistema sofisticado, segundo a PF. Para ocultar o rastro do dinheiro, os criminosos usavam empresas de fachada e contavam com o apoio de grupos econômicos. Depois de transferidos, os valores eram rapidamente convertidos em criptoativos e bens de luxo, o que dificultava o rastreio deles pelas autoridades financeiras.


Relógios apreendidos durante Operação Fallax, contra CEO do Grupo Fictor e ex-sócio da companhia PF/Reprodução - 25.03.2026

Os investigados podem responder pelos delitos de gestão fraudulenta; crimes contra o sistema financeiro; corrupção ativa e passiva; lavagem de dinheiro; e organização criminosa. Em caso de condenação, as penas somadas podem passar dos 50 anos de reclusão.

A operação ocorreu com suporte da PMSP (Polícia Militar de São Paulo), além de mobilizar equipes policiais no Rio de Janeiro e na Bahia. Os investigadores cumpriram 21 mandados de prisão preventiva, bem como 43 ordens judiciais para busca e apreensão.


A Justiça determinou, ainda, o bloqueio de R$ 47 milhões em bens, além da quebra do sigilo de 33 pessoas físicas e 172 empresas. O R7 tenta contato com a defesa dos investigados, e o espaço fica aberto para eventuais manifestações.

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