PF desarticula organização criminosa do MS com alto poder bélico e experiência em guerras
O líder do grupo, conhecido como Dom, em referência ao protagonista do filme 'O Poderoso Chefão', continua foragido
Cidades|Do R7

A Polícia Federal realizou a Operação Magnus Dominus, na sexta-feira (30), com o objetivo de desarticular uma organização criminosa paramilitar, que atua entre as cidades de Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul, e em Pedro Juan Caballero, no Paraguai. O grupo é conhecido pela atuação no tráfico internacional de drogas e armas entre Brasil e Paraguai.
O líder da organização criminosa é conhecido como Dom, em referência a Don Corleone, protagonista do filme O Poderoso Chefão. Após a operação, o megatraficante segue foragido.
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Foram expedidos 11 mandados de busca e apreensão e 12 mandados de prisão contra nove brasileiros, um italiano, um romeno e um grego para os estados de Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul.
Ao R7, a PF informou que seis pessoas foram presas até a noite de sexta-feira. As investigações seguem em andamento e, por enquanto, não há um balanço atualizado.
Questionada sobre a identidade delas, a corporação afirmou que não divulga imagens de alvos, réus ou informações pessoais, seguindo a lei n° 13.869/19, conhecida como Lei do Abuso de Autoridade.
Alguns integrantes da organização, segundo as investigações, têm elevado conhecimento tático e operacional, com cursos nacionais e internacionais na área de segurança militar privada. Outros já participaram de guerras e também foram seguranças militares privados de embarcações contra piratas da Somália.
A PF ainda descobriu que os traficantes detêm grande poder bélico, com equipamentos de última geração como coletes balísticos, drones, óculos de visão noturna, granadas e armamento de grosso calibre.
Durante a operação, foram apreendidos fuzis de calibre .556, 762 e .50, que são capazes de perfurar blindagens e abater aeronaves.
A ação contou com a participação de mais de cem policiais federais, do Comando de Operações Táticas e da Coordenação de Aviação Operacional, além do Ministério Público Federal.










