PF destrói 144 balsas usadas no garimpo ilegal de ouro em Rondônia
Trabalho envolveu 60 policiais federais e 4 servidores do Ibama e se estendeu ao longo de 48 horas
Cidades|Do R7

Dezenas de dragas — embarcações usadas no garimpo — foram destruídas pela Polícia Federal e pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) em uma operação para combater a extração ilegal de ouro no leito do rio Madeira, em Porto Velho (RO).
Ao todo, 144 balsas usadas por garimpeiros da região foram inutilizadas. A prática é permitida por lei em caso de crime ambiental, para evitar novas infrações.
O trabalho envolveu 60 policiais federais e 4 servidores do Ibama e se estendeu pela segunda (9) e pela terça-feira (10), na operação batizada de Metal Líquido.
A PF estima que cada draga emita 4 toneladas de poluentes, com a queima de combustíveis, e meio quilo de mercúrio por semana.
O mercúrio é usado no garimpo pela capacidade de aderir ao ouro, o que facilita a separação do metal precioso.
Depois dessa seleção, o metal é aquecido até evaporar. A maior parte vai para a atmosfera e, com as chuvas, chega aos rios. Por ser um metal altamente tóxico, o mercúrio pode comprometer a saúde de animais e humanos.
"Conseguimos atingir o objetivo de minimizar a atividade de mineração nos rios do estado, que só causa prejuízos à população", afirma a delegada Larissa Magalhães Nascimento, superintendente regional da Polícia Federal em Rondônia.
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A PF informou que estudos feitos pela equipe de perícia técnica da corporação demonstraram a contaminação de ribeirinhos e comunidades indígenas que vivem em regiões com alta densidade de dragas de garimpo de ouro ou consomem água e peixes provenientes delas.
Os índices encontrados, segundo a Polícia Federal, foram três vezes superiores ao limite indicado pela OMS (Organização Mundial da Saúde).














