Cidades Pior cheia do rio Madeira em 100 anos praticamente isola o Acre do resto do País

Pior cheia do rio Madeira em 100 anos praticamente isola o Acre do resto do País

Mais de 2.000 famílias estão desabrigadas em Rio Branco e Porto Velho

  • Cidades | Do R7, com Fala Brasil e Agência Brasil

Trecho da BR-364, que é a única ligação entre o Acre e Rondônia, foi interditado por causa da chuva

Trecho da BR-364, que é a única ligação entre o Acre e Rondônia, foi interditado por causa da chuva

Reprodução/Rede Record

O Acre está praticamente isolado do restante do País. Um trecho da BR-364, que é a única ligação entre o Acre e Rondônia, foi interditado por causa da chuva. A água tomou conta de toda a região e a estrada ficou embaixo d'água.

O nível do rio Madeira, que corta os dois estados, está quase 18 metros acima acima do normal. É a pior cheia em 100 anos. Empresas de ônibus cancelaram as viagens e há risco de desabastecimento de combustível. O governo do Acre estuda a possibilidade de trazer o combustível do Peru. Mais de 2.000 famílias estão desabrigadas em Rio Branco e Porto Velho. 

Rio Madeira

O nível das águas do rio Madeira pode começar a baixar nos próximos três dias, segundo a Coordenadoria da Defesa Civil de Rondônia. Isso porque uma massa de ar quente no Peru e na Bolívia está provocando uma estiagem na região. De acordo com o coronel Lioberto Caetano, da Defesa Civil, as chuvas nos países vizinhos influenciaram diretamente a atual situação dos rios no estado, pois as nascentes dessas bacias estão nesses países. Apesar das enchentes serem típicas do inverno amazônico, as chuvas no Peru e na Bolívia aumentaram a intensidade delas.

— Há quatro dias, exatamente, não temos chuvas nessas cabeceiras, e isso daqui a dois, três dias, vamos ter o reflexo direto, que vai contribuir para a redução do nível do rio. E daqui a mais ou menos sete a oito dias nós temos a previsão de chuvas nesta região da Bolívia e do Peru, chuvas intensas, e que devem fazer esse nível [ do rio] voltar [a subir], mas não deve ultrapassar o limite.

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O governo de Rondônia decretou situação de emergência no último dia 13 de janeiro nos municípios de Porto Velho, Guajará-Mirim, Nova Mamoré e Rolim de Moura, onde 1.167 famílias foram retiradas de áreas de risco e abrigadas em escolas, casas paroquiais, escolas municipais e da rede estadual, como explica o coronel.  

— Hoje, a situação é estável, no sentido de fase de assistência. Vamos agora dar alimentos para as pessoas que estão desabrigadas, condições de saúde, remédios, atendimento médico. Entramos na fase de assistência. Saímos do socorro e entramos na assistência que também vai perdurar por um bom tempo.  

Uma comitiva do governo estadual sobrevoou na quarta-feira (19) as áreas alagadas dos bairros da Balsa, Triângulo e os distritos de Jaci-Paraná e Extrema, na Grande Porto Velho. O grupo também passou pelas microrregiões onde o Departamento Estadual de Estradas de Rodagens faz serviços de manutenção na Linha 29, entre os distritos de Nova Dimensão, em Nova Mamoré; e União Bandeirantes, em Porto Velho; para tirar do isolamento o município de Guajará-Mirim.

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