Polícia reforça segurança para receber suspeitos de agredir o cão Orelha em aeroporto
Dois adolescentes, que seriam responsáveis por causar a morte do animal em SC, retornam ao Brasil de viagem para os Estados Unidos
Cidades|Do R7
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Um esquema especial de segurança será elaborado para receber suspeitos da agressão ao cão Orelha de volta ao Brasil. Dois dos adolescentes, que teriam sido responsáveis por causar a morte do animal em Santa Catarina, viajaram em uma excursão já programada à Disney, nos Estados Unidos, e retornam ao país nos próximos dias — o aeroporto onde eles desembarcarão, assim como a data de retorno, não foram divulgados pelas autoridades.
A Polícia Civil de Santa Catarina teme que manifestações marcadas no local arrisquem a segurança dos mais de 100 jovens que viajaram com a dupla. O esquema deve contar com o auxílio da Polícia Militar e da segurança do aeroporto.
Em entrevista coletiva, nesta terçã-feira (27), o delegado-geral da PC-SC, Ulisses Gabriel, frisou que a divulgação de imagens, fotos e nomes dos suspeitos é vedada pela lei. “A responsabilização se dá perante a autoridade judicial, que vai, de acordo com as medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente, impor uma sanção penal a eventuais autores dessa prática delitiva.”
O caso
O cão comunitário Orelha, de 10 anos, foi vítima de agressão em Praia Brava, Santa Catarina. Encontrado por uma moradora da região, ele chegou a ser levado ao hospital veterinário, mas precisou passar por eutanásia diante da gravidade dos ferimentos.
Quatro adolescentes são investigados por envolvimento no ataque. A polícia já indiciou três adultos, familiares dos jovens que não tiveram as identidades divulgadas em respeito ao ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), por suspeita de coação.
Caso a participação fique comprovada, os adolescentes podem responder por ato infracional análogo ao crime de maus-tratos e cumprir medidas socioeducativas. Manifestações ocorrem em comoção ao caso, que mobilizou as redes sociais e tem incentivado atos públicos.
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