Polícia solta dois dos 18 presos em operação contra fraude ambiental no RS
Investigação apura irregularidades em licenciamentos ambientais emitidos no Estado
Cidades|Do R7
A Polícia Federal soltou o servidor da Fepam (Fundação Estadual de Proteção Ambiental), Ricardo Sarres Pessoa, e o empresário Disraeli Donato Costa Beber, depois de tomar depoimento dos dois, em separado, na noite de terça-feira (30). Eles estavam entre os 18 presos na segunda-feira (29) pela operação Concutare, que investiga fraudes em licenciamentos ambientais emitidos por órgãos federais, estaduais e municipais no Rio Grande do Sul, e foram liberados porque os delegados que trabalham no caso consideraram os esclarecimentos que prestaram satisfatórios.
Todos os mandados de prisão emitidos pela Justiça têm caráter temporário e vencem nesta sexta-feira, podendo ser prorrogados por mais cinco dias. Os outros 16 detidos estão no Presídio Central de Porto Alegre. Quatro deles prestaram depoimento nesta quarta-feira (1º). Até o início da noite nenhum havia sido liberado.
PF deve indiciar até 50 por fraude ambiental no RS
Esquema de fraudes no RS era praticado em diversas frentes
A operação da Polícia Federal sacudiu a política gaúcha. Os secretários do Meio Ambiente do Estado, Carlos Fernando Niedersberg (PC do B), e de Porto Alegre, Luiz Fernando Záchia (PMDB), foram presos e imediatamente afastados de seus cargos pelo governador Tarso Genro (PT) e o prefeito José Fortunati (PDT).
O ex-secretário estadual Berfram Rosado (PPS), que ocupou a pasta estadual durante o governo de Yeda Crusius (PSDB) e atualmente é sócio de uma empresa de consultoria ambiental, também está entre os presos. As bancadas do PSOL na Câmara de Vereadores e do PSDB na Assembleia Legislativa iniciaram mobilização para criar uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) em cada casa para investigar as conexões políticas do esquema.















