Policiais civis do PR exigem transferência de presos para encerrar paralisação
Categoria fez greve de 24 horas para protestar contra más condições de trabalho
Cidades|Do R7

Os policiais civis do Paraná discutem na tarde desta quarta-feira (14) se retornam ao trabalho ou mantêm a paralisação iniciada desde a zero hora da terça-feira (13) com final previsto para a zero hora de quarta-feira.
Segundo levantamento do Sinclapol (Sindicato de Classes Policiais Civis do Paraná), houve um índice de 85% de adesão à paralisação.
O protesto de 24 horas foi motivado por causa da manutenção de presos nos distritos policiais do Paraná, além das más condições de trabalhos que impedem as investigações.
O estopim do protesto foi uma rebelião de presos na Delegacia de Colombo (região metropolitana de Curitiba), onde havia 92 presos em espaço para 24; e que resultou na morte de um agente de cadeia. Os agentes carcerários devem realizar assembleia e a categoria também pode parar.
Segundo o presidente do Sinclapol, André Luiz Gutierrez, a definição será decidida pela categoria.
— Precisamos fechar as delegacias que não têm mais condições de atender à população por causa do excesso de presos, essa é uma das possibilidades, há ainda manifestações, protestos e inclusive a greve.
Entre as delegacias fechadas estava Delegacia de Furtos e Roubos, que foi alvo de uma sequência de motins por causa da superlotação, com cerca de 100 presos contra uma capacidade de 30.
O governo reagiu com a remoção inicial de 82 presos de Colombo para o Complexo Penitenciário de Piraquara, dando início ao atendimento das reivindicações dos policiais civis. Além disso, o governo se comprometeu a transferir diariamente 50 presos dos distritos para as cadeias estaduais e devem totalizar cerca de 1.200 presos.















