Policiais civis encerram greve no Rio Grande do Norte
Governo irá pagar salário de dezembro aos agentes até o próximo dia 12
Cidades|Plínio Aguiar, do R7, com Agência Brasil
Os policiais civis do Rio Grande do Norte encerraram a paralisação, que já levava 22 dias, nesta terça-feira (9). O Sinpol (Sindicato dos Policiais Civis) confirmou a decisão ao R7 pelo telefone. As atividades deverão ser normalizadas ainda hoje.
O governo do Estado afirmou que será efetuado o pagamento relativo ao mês de dezembro para os policiais até a próxima sexta-feira (12), segundo o sindicato. Em relação ao décimo terceiro, os vereadores irão aprovar um decreto autorizando a criação de uma linha de crédito especialmente para realizar o pagamento deste benefício, informou o Sinpol.
Policiais militares
Os policiais militares e bombeiros militares sinalizou que deve aceitar o acordo proposto pelo governo estadual. A retomada do trabalho pelos militares, porém, ficou condicionada à formalização do compromisso.
Os PMs e bombeiros participam, nesta tarde, de um encontro com autoridades do governo estadual, que assinarão um termo, como demonstração de que honrarão o que foi prometido às categorias.
"Depois da assinatura, a gente vai voltar à assembleia. [Um dos pontos pactuados] diz respeito exclusivamente a salário e às condições de trabalho. O governo fez concessões, apresentou outros itens e prometeu renovar viaturas, pagar os salários de dezembro até o dia 12 e o de janeiro, até o final do mês", informou a vice-presidente da Associação dos Subtenentes e Sargentos dos Policiais Militares e Bombeiros Militares, Márcia de Carvalho Fernandes.
Reivindicações
No último dia quatro, os policiais entregaram um documento com 18 reivindicações para o governo do RN. Entre os pedidos estão o pagamento dos salários atrasados, um cronograma de pagamento para 2018, melhorias da estrutura física dos prédios da polícia, ampliação e eficácia de atendimento psicológico aos policiais, implantação de uma política salarial, regularização das viaturas com licenciamento e seguro obrigatório atrasados e dos coletes balísticos e munições, que segundo as associações de policiais estão com prazo de validade vencido e em quantidades insuficientes.
No dia 25 de dezembro, a desembargadora Judite Nunes, do TJ-RN, aceitou pedido da Procuradoria do Estado e considerou a paralisação ilegal. A Justiça determinou que os agentes públicos reassumissem suas funções imediatamente. Alguns policiais voltaram a patrulhar as ruas da região metropolitana de Natal, mas em operação padrão, só saiam às ruas viaturas em boas condições de conservação e segurança e policiais com coletes dentro do prazo de validade.
O Estado enfrenta uma crise na segurança desde o primeiro dia de paralisação dos agentes. Durante a greve, a onda de violência aumentou - especialmente em Natal e Mossoró. Para controlar a situação, a Força Nacional foi acionada e 2.800 homens patrulham as ruas do RN desde o dia 29 de dezembro. No último sábado (6), o governador Robinson Faria (PROS) decretou estado de calamidade na segurança pública.










