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Por que homens continuam matando as mulheres mesmo com o endurecimento das penas?

Para a advogada Isabella Pedersoli, legislação é insuficiente para coibir os crimes porque é preciso mudar a cultura; entenda

Cidades|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A advogada Isabella Pedersoli critica a ineficácia das leis de combate à violência contra a mulher no Brasil, apesar do aumento nas penas.
  • Ela afirma que, em vez de reduzir, os casos de feminicídio continuam aumentando, indicando que as medidas atuais não são suficientes.
  • Isabella destaca a importância de um maior comprometimento dos poderes Judiciário e Executivo na implementação das leis e menciona a tornozeleira eletrônica como uma medida eficaz de proteção.
  • A advogada defende a necessidade de educação sobre violência contra a mulher nas escolas e a conscientização sobre a Lei Maria da Penha para garantir que as mulheres conheçam seus direitos.

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A advogada criminalista Isabella Pedersoli compartilhou sua visão sobre as atuais políticas de combate à violência contra mulheres no Brasil. Apenas em janeiro, o país registrou quase 100 mil processos.

Em entrevista ao Jornal da Record News desta quinta-feira (9), ela destacou que, apesar do endurecimento das penas e da tipificação de crimes, nos últimos dez anos, os casos continuam aumentando. “É claro que é de extrema importância e relevância a gente tipificar essas condutas, a gente aumentar a pena dos crimes que são cometidos contra as mulheres, mas o que a gente tem visto, pelo menos nos últimos dez anos, porque ano passado a gente completou dez anos em que o crime de feminicídio foi tipificado no Código Penal Brasileiro, é que houve um aumento. Então, em vez de se reduzir, tem aumentado”, argumenta.


Duas silhuetas em ambiente interno pouco iluminado. Uma figura aponta ou gesticula para a outra, que ergue as mãos. Luz cria sombras fortes, destacando contornos e sugerindo clima de tensão.
Advogada apontou que alguns homens cometem os crimes devido à percepção de posse sobre as parceiras Reprodução/Record News

“Em vez de reduzir, tem aumentado. O que está mais do que evidente é que não se trata de medidas que estão sendo suficientes para as mulheres em situação de violência do nosso país. [...] Mas o que a gente tem visto é que, infelizmente, não tem sido suficiente”, comenta.

Isabella destacou a importância de um compromisso maior dos Poderes Judiciário e Executivo na implementação efetiva dessas leis. Ela mencionou o uso da tornozeleira eletrônica como uma medida eficaz para proteger vítimas em situação de risco. “A gente vê que realmente ela pode impedir o crime de feminicídio”.


Além disso, a advogada apontou os motivos, segundo estudos, que levam um homem a praticar algum tipo de violência contra uma mulher. O primeiro é não aceitar a autonomia da mulher. O segundo, o sentimento de posse. “Ainda se acredita que as mulheres são seres humanos de segunda classe”.

Para enfrentar essa questão, é necessário investir em educação desde cedo. “A gente precisa falar de violência contra as mulheres, a gente precisa falar de Lei Maria da Penha nas escolas também”, diz Isabella.


Segundo ela, também há uma necessidade urgente de conscientização sobre leis existentes, como a Lei Maria da Penha, pois muitas mulheres desconhecem seus direitos legais básicos para se protegerem contra abusos contínuos.

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